sexta-feira, 27 de setembro de 2013

#Um Ateu - Clarice Falcão - Exemplo de artista


          Filha da grande escritora e roteirista Adriana Falcão e do Diretor, compositor e roteirista João Falcão, Clarice Franco de Abreu Falcão, nascida em 23 de outubro de 1989 em Pernambuco, é atriz, cantora, comediante, roteirista, violinista e compositora. Começou a carreira como atriz atuando em curta-metragens a partir em 2006, estrelou "Laços ao lado" de Thiago Henderson, que é o seu curta de maior destaque. No cinema, fez uma participação no filme "Fica Comigo Esta Noite" de 2006, protagonizou o filme "Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida" de Matheus Souza. O filme, que abriu o Festival de Cinema de Gramado, despertou o interesse de Fernando Meirelles e agradou ao público no Palácio dos Festivais. Ganhou também o prêmio do júri popular no Festival do Rio e na Mostra de Cinema de São Paulo. Em 2008, viveu sua primeira personagem em uma novela, A Favorita. Em 2012, Clarice também começou a trabalhar como roteirista no seriado Louco Por Elas, da Rede Globo. Também em 2012, estreou como parte do elenco do programa Elmiro Miranda Show, exibido pelo canal TBS. Além do trabalho de roteirista nas séries "As Cariocas" e "As Brasileiras", nessa última fez uma participação como atriz no episódio "A Vidente de Diamantina". Mais recentemente, Clarice foi responsável pela música no filme "Apenas o Fim", re-adaptou, junto com Matheus Souza, a peça "Confissões de Adolescente" para uma nova montagem que também contou com ela no elenco. Também fez parte do elenco de "Vendemos Cadeiras", programa humoristico do Multishow. Na mesma emissora, representou a si mesma na série humorística O Fantástico Mundo de Gregório, no qual a estrela principal é o seu namorado, Gregório Duvivier.
          Em 2012 inicia o canal no Youtube Porta dos Fundos junto com Fábio Porchat, Gregório Duvivier e outros atores, que vem se tornando o canal de maior visualização do Brasil em muito pouco tempo. Sua carreira musical ganhou notoriedade a partir dos vídeos de suas músicas colocados no YouTube. Com mais de 10 milhões de acessos, os vídeos são em maior parte de suas músicas como "A Gente Voltou", "Macaé" e "Qualquer Negócio". Em maio de 2013, Clarice lançou seu primeiro álbum musical, Monomania que conta com as músicas que estavam no YouTube e no seu EP, lançado no ano anterior, além de outras. Apenas com composições autorais, o álbum foi lançado apenas na internet, disponível para compra no iTunes. Em sua estreia ficou uma semana como o mais vendido do site, como disse a produtora do disco Olivia Byington durante a entrevista de Clarice no Programa do Jô. Após a entrevista o álbum voltou ao topo, permanecendo lá por tempo significativo. Uma versão física é vendida nos shows da cantora, porém não deve chegar às lojas.
          Em 2013 entra em turnê do seu primeiro disco. nesse ano atuou em dois comerciais do Grupo Pão de Açúcar e o céu é o limite. Clarice cresceu rodeada por música, cinema e teatro, fato que contribuiu para sua formação artística: “Minha família sempre foi apaixonada por música. Minha mãe me colocava pra dormir cantando Chico Buarque e meu pai sempre compôs canções para as peças que ele escrevia. As festas lá em casa terminavam em uma roda de violão”, conta a cantora em entrevista ao Virgula Música.
          Apesar de suas composições sobre relacionamentos que acabaram de forma traumática, a vida amorosa da cantora vai muito bem. Ela namora há três anos o também roteirista e colega de elenco no Porta dos Fundos, Gregório Duvivier, com quem divide projetos, roteiros, textos e canções: “A primeira coisa que eu faço quando termino uma música é correr pra mostrar pras pessoas, e o Gregório quase sempre é o primeiro. Para criar é muito bom ter alguém do seu lado que te entenda, que te complete".
          Recentemente atuou no vídeo "Oh, Meu Deus" do canal "Porta dos Fundos" onde interpreta uma mulher em uma consulta ginecológica e que tem a figura de Cristo descoberta em sua vagina. O vídeo gerou revolta no pastor e deputado Marco Feliciano que acionou a Polícia Federal, na tentativa de censurar a veiculação do programa, e conclamou seus seguidores em uma cruzada contra o programa, o que funcionou de forma contrária, despertando a curiosidade no público. “Eu não acho que o vídeo tenha sido ofensivo, foi apenas uma brincadeira com pessoas que enxergam a imagem de Jesus em lugares inusitados. Mas, é claro, que não tem como agradar todo mundo”, explica a cantora, que diz não ter religião: “sou ateia, mas não acho que o Brasil seja um país laico”. “Infelizmente, em todas as notas do nosso dinheiro está escrita a frase “deus seja louvado”. Acho uma pena, até porque as religiões minoritárias terminam saindo prejudicadas. Uma piada sobre a religião católica ou evangélica causa revolta, mas a frase ‘chuta que é macumba’ é falada cotidianamente e ninguém acha estranho”, finaliza.
          Cabe ressaltar que o vídeo já ultrapassou a marca dos 4 milhões de visualizações e foi bastante apreciado pelo público ateu. Fica por aqui nossa pequena homenagem a essa atéia que é um exemplo de mulher versátil, artista mais do que talentosa embora tenha uma visão bastante realista do mundo que nos rodeia.

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#JC

sábado, 21 de setembro de 2013

A controversa estória da Vassoura Sagrada - Apenas mais um conto de fadas.

         
     
         Certo dia, em um lugar tão distante, em um tempo tão distante, em uma terra sem leis, onde algumas pessoas matavam, roubavam e cometiam diversos tipos de atrocidades, seus governantes, afim de manter as pessoas controladas e impor limites a estas, fizeram uma reunião com seu conselho de anciãos, para tentar resolver os problemas da violência que os assolava. Eles poderiam criar leis, criar escolas para difundir o conhecimento, a ciência, valorizar as artes e difundir cultura para a população mais pobre, mas isso seria muito ruim para os governantes, tendo em vista que um povo educado, com cultura e acesso a informação seria mais consciente de seus direitos e não permitiria que seus governantes continuassem tendo a boa vida que tinham com enormes reservas de ouro, grandes propriedades, muito dinheiro gasto desnecessariamente com festas e construções de mais palácios luxuosos e confortáveis.
          Então eles decidiram nesta reunião, que deveriam criar uma religião. Nesta religião, existiria um ser imaginário que não pudesse ser visto, tocado, ouvido ou sequer ser sentido. Mas que tudo poderia ser, tudo poderia ver, e poderia vigiar a todos em todos os lugares. Assim nasceu a "Vassoura Sagrada". Quem fosse submisso a essa Deusa, seria salvo de um lugar horrível, o saco de poeira do terrível aspirador de pó. O aspirador de pó, foi um dos servos fiéis da Vassoura sagrada por muitos anos, porém, queria ser sempre mais eficiente, sempre muito invejoso, consumia muita energia elétrica, ou seja não era nem um pouco "sustentável". Até o dia em que a Vassoura Sagrada, diante de sua sabedoria infinita, percebeu isso, expulsando o terrível aspirador de pó da Lavanderia Celestial. O aspirador de pó, indignado, se inflou de forma que ficou enorme, poderoso e até os dias de hoje, persegue as almas dos pobres seres humanos, fazendo com que eles façam coisas ruins e as que ele conquista, permanecem para todo o sempre sendo torturados no saco do aspirador de pó, no meio de toda a sujeira, poeira, lama, tudo mais que não presta.
          Mas voltando ao assunto dos governantes, eles começaram a difundir entre a população mais pobre, esta religião. Em pouco tempo, os índices de violência no local caíram vertiginosamente. As pessoas passaram a temer a bondosa Vassoura Sagrada, afinal de contas, ela havia dado o livre arbítrio, porém, se você não a amasse incondicionalmente e não seguisse a risca seus dogmas e preceitos, adivinha pra onde você iria após a sua morte? Exatamente, para o saco do Terrível aspirador de pó. Para evitar insurgentes contra esta religião, os governantes começaram a difundir que coisas naturais como a educação, o conhecimento, o questionamento e a razão, seriam artimanhas utilizadas pelo Terrível Aspirador de pó contra a benevolente Vassoura sagrada. Dessa forma, a população evitava questionar, pensar racionalmente, se instruir, buscar conhecimento científico, com medo de acabar indo parar no saco do Aspirador de pó.
          O tempo passou, as pessoas que criaram esta fábula morreram, outras continuaram pregando a religião da Vassoura sagrada, outras pessoas de lugares diferentes criaram outras fábulas com o mesmo intuito (controle populacional), guerras foram travadas em nome da fé na Vassoura sagrada, milhares, senão milhões de pessoas foram mortas em nome desta fé, a ciência, muito vagarosamente e com bastante cuidado e muito perseguida, foi derrubando aos poucos diversas crenças e dogmas sem fundamento dessa religião, porém, mesmo assim, ela se consolidou como uma das grandes religiões no mundo atual e apesar de não precisarem mais utilizá-la para controle populacional, tendo em vista que hoje o conhecimento é bastante difundido, têm acesso ilimitado à informação, embasamento científico suficiente para questionarem esta e qualquer outra religião, (embora não seja necessário nenhum conhecimento cientifico, para saber que não existe coelhinho da páscoa, por exemplo), ainda assim, pessoas com interesses, no mínimo estranhos, ainda querem difundir a religião da Vassoura Sagrada, só que, não mais para serem salvas após a sua morte (isso já tava meio difícil de acreditar nos dias atuais), mas para terem uma vida de prosperidade enquanto ainda estão vivas. Passaram a chamar de religião da prosperidade e afirmam que quanto mais doarem em dinheiro para a coitada da Vassoura Sagrada, mais receberão em troca. Cabe ressaltar que o que vemos são seus líderes cada vez com mais, realmente. Porém, os seguidores, dificilmente conseguem prosperar igualmente. Mas isso não vem ao caso, pois a Vassoura é sagrada e ninguém deve questionar suas vontades, apenas obedecer.
          A Vassoura Sagrada já mudou de ideia diversas vezes, já achou que escravidão seria aceitável, já afirmou que as mulheres devem ser submissas, já disse até que homossexuais e mulheres adulteras deveriam ser apedrejadas até a morte. Porém, há quem diga que ela é boa, amorosa e quer te servir, desde que você a ame incondicionalmente. Afinal esses são os mistérios da Vassoura Sagrada.

OBS: Vale lembrar que a estória acima é ficção e seus personagens não são inspirados em nenhum outro personagem de nenhuma religião judaico-cristã ocidental. Qualquer semelhança é mera coincidência.

          Mas me diga, você, acredita na Vassoura sagrada? Segundo a teoria dos seguidores desta religião, se você não acredita que ela exista, isso significa, automaticamente que ela existe e que você teria que provar a sua não existência. Se você disser que ela não existe, porém não consiga provar, você estaria criando assim uma nova religião ou fé. Dá pra acreditar nisso?

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#Um Ateu - Karl Marx - Exemplo de intelectual



                    No #Um Ateu de hoje, explanaremos sobre um grande filósofo, intelectual e revolucionário, que com suas ideias e publicações ajudou a rever e teorizar a maior parte das ciências e seus métodos, utilizados até hoje.
Karl Heinrich Marx foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, que atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista.
Nascido em 5 de maio de 1818, na cidade de Tréveris, Alemanha, seu pensamento influencia várias áreas até hoje, especialmente Filosofia, Geografia, História, Direito, Sociologia, Literatura, Pedagogia, Ciência Política, Antropologia, Economia e Teologia. Outras áreas também são influenciadas por eles, tais como Biologia, Psicologia, Comunicação, Administração, Turismo, Design, Arquitetura, entre outras.
As teorias de Marx sobre a sociedade, a economia e a política - conhecidas coletivamente como marxismo - afirmam que as sociedades humanas progridem através da luta de classes: um conflito entre a classe burguesa que controla a produção e um proletariado que fornece a mão de obra para a produção. Ele chamou o capitalismo de "a ditadura da burguesia", acreditando que seja executada pelas classes ricas para seu próprio benefício, Marx previu que, assim como os sistemas socioeconômicos anteriores, o capitalismo produziria tensões internas que conduziriam à sua autodestruição e substituição por um novo sistema: o socialismo. Ele argumentou que uma sociedade socialista seria governada pela classe trabalhadora a qual ele chamou de "ditadura do proletariado", o "Estado dos trabalhadores" ou "democracia dos trabalhadores". Marx acreditava que o socialismo viria a dar origem a uma apátrida, uma sociedade sem classes chamada de comunismo. Junto com a crença na inevitabilidade do socialismo e do comunismo, Marx lutou ativamente para a implementação do primeiro, argumentando que os teóricos sociais e pessoas economicamente carentes devem realizar uma ação revolucionária organizada para derrubar o capitalismo e trazer a mudança sócio econômica.

Um dos seus principais inspiradores, Hegel foi professor da Universidade de Jena, a mesma instituição onde Marx cursou o doutorado. E, em Berlim, Marx teve contato prolongado com as ideias dos Jovens Hegelianos. Os dois principais aspectos do sistema de Hegel que influenciaram Marx foram sua filosofia da história e sua concepção dialética.

                “A mistificação por que passa a dialética nas mãos de Hegel não o impede de ser o primeiro a apresentar suas formas gerais de movimento, de maneira ampla e consciente. Em Hegel, a dialética está de cabeça para baixo. É necessária pô-la de cabeça para cima, a fim de descobrir a substância racional dentro do invólucro místico.”              

A respeito da influência de Hegel sobre Marx, escreveu Lenin que

                 “(…) é completamente impossível entender O Capital de Marx, e, em especial, seu primeiro capítulo, sem haver estudado e compreendido a fundo toda a lógica de Hegel.”

Outro de suas inspiradores, Ludwig Feuerbach foi um filósofo materialista que atraiu muita atenção de intelectuais de sua época. Publicou, em 1841, uma obra (Das Wesen des Christentums – A essência do cristianismo) que teve influência importante sobre Marx, Engels e os Jovens Hegelianos. Nela, Feuerbach criticou duramente Hegel, e afirmou que a religião consiste numa projeção dos desejos humanos e numa forma de alienação. É de Feuerbach a concepção de que em Hegel a lógica dialética está "de cabeça para baixo", porque apresenta o homem como um atributo do pensamento ao invés do pensamento como um atributo do homem. Sem dúvida, o contato de Marx com as ideias feuerbachianas foi determinante para a formulação de sua crítica radical da religião e das "concepções invertidas" de Hegel.
Marx nunca escreveu um livro dedicado especificamente à metodologia das ciências sociais para expor, mas deixou, dispersas por numerosas obras escritas, um conjunto de reflexões metodológicas, nas quais desenvolve o seu próprio método por meio da crítica ao idealismo especulativo hegeliano e à economia política clássica.
Segundo Marx, Hegel e seus seguidores criaram uma dialética mistificada, que buscava explicar especulativamente a história mundial como auto desenvolvimento da Ideia absoluta.
Já os economistas clássicos naturalizavam e desistoricizavam o modo de produção capitalista, concebendo a dominação de classe burguesa como uma ordem natural das relações econômicas, a partir de um conceito abstrato de indivíduo, homo economicus. Por isso, os economistas clássicos recorriam a ‘robsonadas’, isto é, narrativas de trocas de produtos entre caçadores e pescadores primitivos, para ilustrar as suas teorias econômicas. Marx atribuía essa mistificação ao fetichismo da mercadoria, e não a uma intenção consciente.
Em oposição aos filósofos idealistas e aos economistas clássicos, Marx propunha a investigação do desenvolvimento histórico das formas de produção e reprodução social, partindo do concreto para o abstrato e do abstrato para o concreto.
Para Marx a crítica da religião é o pressuposto de toda crítica social, pois crê que as concepções religiosas tendem a desresponsabilizar os homens pelas consequências de seus atos. Marx tornou-se reconhecido como crítico sagaz da religião devido a sentença que profere em um escrito intitulado Crítica da filosofia do direito de Hegel: “A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, assim como é o espírito de uma situação carente de espírito. É o ópio do povo.” Em verdade, Marx se ocupou muito pouco em criticar sistematicamente a atividade religiosa. Nesse quesito ele basicamente seguiu as opiniões de Ludwig Feuerbach, para quem a religião não expressa a vontade de nenhum deus ou outro ser metafísico: é criada pela fabulação dos homens.
Encontrando-se deprimido por conta da morte de sua esposa, ocorrida em dezembro de 1881, Marx desenvolveu, em consequência dos problemas de saúde que suportou ao longo de toda a vida, bronquite e pleurisia, que causaram o seu falecimento em 1883, em Londres. Foi enterrado na condição de apátrida, no Cemitério de Highgate.

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

O estelionato religioso

                    Semanalmente, perto de 3 mil atendimentos são realizados por João Teixeira de Farias, ou como é conhecido em varias comunidades espíritas e programas de televisão, ‘João de Deus’. Seus atendimentos se baseiam no que se intitula “cirurgia espiritual”, para as mais variadas síndromes que acometam pessoas que, dentro de um determinado e pessimista autoprognóstico, e até mesmo incauto, buscam aliviar e até mesmo livrar-se do seu acometido. Um desses casos é da austríaca Martha Rauscher, de 58 anos, que morreu na Casa Dom Inácio de Loyola, centro dirigido por João de Deus. Em busca de tratamento espiritual, Martha teria chegado a Abadiânia no final de janeiro, acompanhada de duas amigas. Ainda não se sabe ao certo o motivo da morte da austríaca – que ocorreu em 2 de fevereiro de 2012, mas a suspeita da polícia civil da cidade é de que ela tenha sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) enquanto era atendida na casa. O caso está sendo investigado a pedido do Ministério Público.1
O que um caso como esse nos remete para uma compreensão completa de até aonde vai a disposição das pessoas se atrelarem a isso e do governo tornar a situação para si e agir conforme a legislação vigente deva agir.
O estelionato se define como “obter, para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.” (Título II, Capítulo VI, Artigo 171)2. Com esta premissa em mente, não é difícil analisar que este artigo abrange tranquilamente uma gama enorme de ações provenientes do paradigma religioso. Daí então o chamaremos de ‘Estelionato religioso’3 (termo esse não criado aqui e perdido pelas auguras das sistemáticas publicações contra este crime tão pouco creditado), pois sua especificidade em várias ações eclesiásticas – como já dito – convém também sua abrangência para vários impropérios destes.

O estelionato como charlatanismo
Ao se fazer por meio fraudulento uma ação direta contra outrem, fica claro que a intenção só pode ser possuir vantagens sobre este ou outros, com a demonstração da ação. Foi isso que João de Deus fez. Pura e simplesmente. Fez e ainda o faz. Mas o cerne da atuação dele, dentro do prospecto individualista, onde poderia se colocar que o mesmo agia conforme seu determinismo, numa causa que superaria uma ocorrência como a de Martha Rauscher, é inquestionável que estas ações ocorreram e o mesmo deve responder por elas. Suas ações remetem não apenas ao artigo 171, mas mais diretamente ao Artigo 282, a saber, “Exercer, ainda que a título gratuito, a profissão de médico, dentista ou farmacêutico, sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites” – este senhor é analfabeto (dito isto é como forma de suplementar o contexto). Há ainda os Artigos 283 (“Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível”) e 284 (“Exercer o curandeirismo”), onde ambos se aplicam às ações deste senhor de maneira explícita. Todas estas leis se põem com o intuito de evitar praticas que levem ao incauto da esperança pessoal, pois a mesma não pode ser suplantada quando se há a profilaxia de quaisquer males que haja na pessoa.
O fato de que alguém possua um problema aparentemente irresolúvel não pode dar o direito de outro se aproveitar, mas o axioma desta situação é exatamente este: esse método não existiria se pessoas não se vissem necessitadas disto. E isso acaba remetendo, numa proporcionalidade absurdamente grande, a tragédias como com a senhora austríaca, num caso especificamente médico: falta de assepsia, uso irregular de métodos provavelmente nada estudados sobre o que se fazer e não se fazer no corpo humano, isso é o curandeirismo.

O milagre
Ao compreender melhor o que se cita nos artigos 283 e 284 acima citados, podemos perceber outro arquétipo da religião: as curas milagrosas. São comuns ações que impliquem, por parte de lideres doutrinários e muitas vezes carismáticos, na ‘cura de males’ através de ações inócuas, como a simplicidade da reza, até ações mais diretas destes, vistas como exorcismos, pregações eloquentes e cheias de trejeitos, convencimento em massa de dada informação errada ou até mesmo mentirosa. Ações como estas não são exclusividades das igrejas neo-pentecostais (apesar de ser uma pratica muito mais utilizada como propagação de sua doutrina fiduciária, principalmente no Brasil e nos E.U.A. – maiores países pentecostais do mundo4), mas durante muito tempo foi comum – e é até hoje – a prescrição de orações em pequenos pedaços de papel envoltos em capsulas ou mesmo simplesmente amarrados, e os mesmos ingerido pelos fiéis, que juravam à todos os santos que sua acreditada cura havia se dado por este motivo.
Essa crença costuma postular pela não aceitação de tratamentos convencionais – ou pelo menos o interpelando como complementar à ritualística – mas que possuem uma metodologia de eficácia comprovada efetivamente. As pessoas que procuram então esta “alternativa”, mas não abandonam seus tratamentos corretos curiosamente parecem demonstrar certo crescimento no quadro geral, mas isso apenas indica que o tratamento em si faz o efeito desejado, e a aplicação do paciente com relação a horários, quantidades de medicamentos corretamente aplicados e sua regimentação nos alimentos e exercícios é a aplicação mais impactante da fé. Ou seja, isso é basicamente ter fé que o tratamento vai resolver (e com o auxilio divino) e fazer por onde este corresponda, mas que se fique claro que isso não é e nunca foi exclusividade dos beatos5.

O dízimo
Este é por si só um cancro malévolo que se consta na pratica religiosa brasileira, e com um furor quase que incompreensível nestes últimos anos. E aqui, novamente, vemos artigos anteriormente citados sendo ricamente apresentados nas ações de déspotas que se incitam contra quaisquer ideias que emergem contra esta prática.
Ao se fazer uma analise em cima das ideologias doutrinárias das três principais vertentes religiosas no mundo, postadas em seus respectivos livros sagrados (cristianismo, islamismo6 e hinduísmo7), nota-se uma curiosa falta de indicativos com relação ao termo específico ‘dízimo’, onde no Corão (livro sagrado islâmico) o mesmo possui a conotação de tributo, mas sem especificar muito mais do que isto. Já no hinduísmo sequer cita qualquer termo que possua equivalência.
Mas o dízimo possui uma conotação mais explicita aos cristãos: dar de grado para a justificativa do desapego material. Pelo menos esta é a pregação mais prostrada para lhe dar ênfase. Dar o dízimo é um conceito do Velho Testamento. O dízimo era exigido pela lei na qual todos os israelitas deveriam dar ao Tabernáculo/Templo 10% de todo o fruto de seu trabalho e de tudo o que criassem. Alguns entendem o dízimo no Velho Testamento como um método de taxação destinado a prover pelas necessidades dos sacerdotes e Levitas do sistema sacrificial. Já no Novo Testamento não se determina explicitamente uma dada porcentagem de ganhos que deva ser separada, dizendo “apenas” se dar “conforme a sua prosperidade”. A igreja cristã basicamente tomou esta proporção de dízimo do Velho Testamento e a incorporou como um “mínimo recomendado” para a oferta cristã.8
Mas a incoerência começa quando a propagação desta começa a ser imputada aos membros como forma não apenas do que se pareceria o mais correto, como manutenção dos templos, acomodações e despesas em geral (apesar de certas vertentes cristãs a colocarem somente para isso) mas determinam  como uma renovada e contemporânea ‘indulgência’, que celebraria a “salvação das almas dos fiéis”.9 Mas este processo pode – e deve – ser enquadrado no conceito de estelionato, quando a prostração se dá da maneira última citada. Casos diferenciados e eloquentemente esperançosos podem ser encontrados, como quando a Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a devolver o dizimo ofertado pelo “milagre não ter ocorrido”. O caso do motorista Luciano Rodrigo Spadacio, à época com 19 anos, começou em 1º de janeiro de 1999, quando foi abordado por um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. O pastor o teria convencido a se desfazer de seus bens materiais e entregar o que arrecadou para a Universal. O motorista, motivado pela ‘conversa’ com pastor, vendeu seu único bem, um Del Rey, conseguindo R$ 2,6 mil reais e entregou ao pastor. O sacrifício estava feito, faltava a recompensa. Dias depois, Luciano se arrependeu, se vendo como vítima da fragilidade e do desespero por conta de dificuldades financeiras. Foi ao banco e conseguiu sustar um dos cheques, no valor de R$ 600 reais, que entregara ao pastor. A mesma sorte não teve com o segundo, de R$ 2 mil. Alegando ser vítima de gozações e chacotas, o motorista entrou com ação de indenização, por danos morais e materiais.10
Deve-se então ficar atento a posicionamentos com relação à esta prática, não pelo simplismo da individualidade retorquida do religioso ‘dizimista’, mas  pelos prejuízos claramente observáveis à legislação e a que se denegreçam pessoas que não participam desta descalabro sejam tosquiadas do convívio social. Não podemos esperar muita coisa diferente em doutrinas que citem a própria palavra ‘dízimo’ 56 vezes!11
As mais variadas formas de se subjulgar pessoas e grupos não são novas, nem possuem vertentes atuais, e as religiões sempre foram – e são até hoje – meios muito eficazes de se alienar, seja pelos métodos, promessas, imposições de muitas maneiras. Aqui apenas demonstramos que o estelionato é a nomenclatura mais coerente com determinadas práticas infelizmente muito difundidas no meio religioso. Desde casos em que a pessoas deixe sua atenção voltada para longe de sua própria saúde até em casos que é a simples extorsão mesmo.

11 Bíblia Sagrada

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

#Um Ateu - Fábio Porchat - Exemplo de comediante.


          O post #Um Ateu de hoje traz um cara que apesar de jovem, tem uma atuação muito ativa no cenário artístico nacional. Mesmo sendo um dos melhores comediantes da atualidade, Fábio Almeida Porchat, nascido em 01/07/1983, não deixa de usar seu talento para criar textos que fazem as pessoas pensarem. Ateu assumido, foi descoberto em um programa do Jô, quando fez uma paródia do programa "Os normais", fato este, que o levou a ser convidado para testes na Rede Globo.
          Além de comediante, Fábio também é ator, apresentador, redator, ou seja um multi função que não deixa a desejar em nenhum dos quesitos apresentados. Já participou em diversas funções em grandes programas como Zorra total, A grande Família, Junto e misturado e o Esquenta aos domingos. Participou também em diversas peças teatrais como autor. Atuou ativamente no grupo Comédia em pé, um dos maiores e melhores grupos de comediantes do Brasil. Não podemos esquecer também, suas atuações no Cinema Nacional, com filmes como "Vai que dá certo", "O Concurso" e "Meu passado me condena".
          Atualmente Fábio Porchat faz parte do famoso canal Portadosfundos onde atua como ator, roteirista, Blue man da companhia telefônica, presidiário, e até pus de espinha, rsrsrsrs. Bom, essa é nossa singela homenagem a este ser humano fantástico que não precisa, como nós, acreditar em um conto de fadas, para ser feliz e ter sucesso em seus projetos.

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#JC

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

#Um Ateu - Bertrand Russell - Um Exemplo de Filósofo


     Neste #Um Ateu falaremos sobre um fantástico filósofo que, com seus conceitos e escritos, ajudou a mudar o mundo e as concepções, sempre tendendo ao respeito e a paz.
       Bertrand Arthur William Russell, 3º Conde Russell OM FRS (Ravenscroft, País de Gales, 18 de Maio de 1872 — Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de Fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX. Político liberal, ativista e um popularizador da filosofia, Russell foi respeitado por inúmeras pessoas como uma espécie de profeta da vida racional e da criatividade. A sua postura em vários temas foi controversa.
        Nascido no auge do poderio econômico e político do Reino Unido, Russell pertenceu a uma família aristocrática inglesa. O seu avô paterno, Lord John Russell tinha sido primeiro-ministro nos anos 1840 e era ele próprio o segundo filho do sexto duque de Bedford, de uma família Whig (partido liberal, que no século XIX foi muito influente e alternava no poder com os conservadores - "Tories"). Seus pais eram extremamente radicais para o seu tempo. Seu pai, o Visconde de Amberley, falecido quando Bertrand tinha 4 anos, era um ateísta que se resignou com o romance de sua mulher com o tutor de suas crianças. A sua mãe, Viscondessa de Amberley (que faleceu quando Bertrand tinha apenas 2 anos de idade) pertencia a uma família aristocrática. O padrinho de Bertrand foi o filósofo utilitarista John Stuart Mill.
     Apesar dessa origem um tanto quanto ‘excêntrica’, a infância de Russell levou um rumo relativamente convencional. Após a morte de seus pais, Russell e o seu irmão mais velho Frank (o futuro segundo conde) foram educados pelos avós, bem no espírito vitoriano - o conde Lord John Russell e a condessa Russell, sua segunda mulher, Lady Frances Elliott. Com a perspectiva do casamento, Russell despede-se definitivamente das expectativas dos seus avós. 
         Durante os anos de 1903 e 1904, Russell se engajou em campanhas políticas, nomeadamente aqueles a favor do livre comércio e, entre 1906 e 1910, ele se levou em campanhas políticas em favor do sufrágio feminino, tendo como algumas de suas metas a luta pelo direito das mulheres de votar em eleições políticas. Concorreu como o candidato para a união nacional das sociedades de sufrágio feminino em Wimbledon, e tendo também concorrido – sem sucesso – para o Parlamento, nos anos de 1907, 1922 e 1923.
        Durante o final dos anos 1920 e início dos anos 1930, junto a sua segunda esposa Dora, ele abriu uma escola experimental em Beacon Hill, em uma tentativa de transformar a educação, de modo a eliminar a possessividade da educação e a mentalidade bélica enraizada no pós-guerra. Após a morte de seu irmão em 1931, Russell tornou-se o terceiro conde Russell.
        Russell foi para os Estados Unidos em 1938 e lecionou por anos em várias universidades. Nesse período foi convidado a lecionar no City College, em Nova York. Sua nomeação foi revogada após a fúria dos fanáticos de todas as denominações e uma decisão judicial, em 1940, que declarou que ele era “moralmente inapto” para ensinar no Colégio, alegando que suas obras eram "lascivas, libidinosas, maniacamente eróticas, afrodisíaco, irrelevante, intolerante, mentiroso e desprovido de fibra moral". Nove anos depois, em 1949, ele foi condecorado com a Ordem do Mérito do Reino Unido, e recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1950 ("em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento"). Ele é o único filósofo a receber ambos os prêmios.
        Durante os anos 1950 e 1960, Russell tornou-se inspiração para os jovens, como resultado de seus contínuos protestos anti-guerra e anti-nuclear. Em 1955, lançou o Manifesto Russell-Einstein, junto com Albert Einstein, exigindo a redução das armas nucleares. Em 1957, ele foi um grande organizador da primeira Conferência Pugwash2, que reuniu cientistas preocupados com a produção e proliferação de armas nucleares e tendo se tornado – em 1958 – o presidente fundador da Campanha pelo Desarmamento Nuclear. Em 1961, ele foi novamente preso por dois meses em função destes protestos. Sob recurso, a sentença foi reduzida a uma semana no hospital da prisão.
       Ao longo de sua vida Russell também foi um moralista extremamente franco e agressivo na tradição racionalista de Locke e Hume. Seus muitos ensaios sobre moral são escritos em um estilo conciso, vívida e provocante. Qualidades notáveis de seus livros são a direção firme de o curso das ideias, sua capacidade de continuar ou verificar uma discussão de acordo com a sua intenção principal, e em particular a sua facilidade no humor e sua ironia devastadora. Sua maior realização literária foi a sua História da Filosofia Ocidental (1946). Ao longo de sua longa carreira, Russell fez contribuições significativas, não apenas à lógica e filosofia, mas a uma ampla gama de outros assuntos, incluindo educação, política, história, religião e ciência. Morreu aos 97 anos, vítima de uma gripe, quando o império britânico se tinha enfraquecido e seu poder sido drenado em duas guerras vitoriosas, mas debilitantes. Até à sua morte, a sua voz deteve sempre autoridade moral, e após ela, mantém-se uma figura muito conhecida e admirada.

Fontes:
personal.kent.edu/~rmuhamma/Philosophy/bertrandRussell.html
Bertrand Russell - Wikipédia

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Esperança - Pesquisa realizada pela Secretaria Nacional da Juventude mostra que 16% dos jovens brasileiros não tem religião


          Então galera, nem tudo está perdido e a tendência, pelo visto, não é piorar. Em meados deste ano  de 2013, foi divulgada pela Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), a mais recente pesquisa sobre a situação do jovem brasileiro.
          A Pesquisa Agenda Juventude Brasil, é uma pesquisa de opinião de caráter nacional que busca levantar as questões da Juventude Brasileira de forma ampla e abrangente, de modo a possibilitar a análise e reflexão sobre perfil, demandas e formas de participação da juventude brasileira. Pretende subsidiar a elaboração de políticas públicas pensadas de forma integradas, a partir do universo juvenil. De responsabilidade da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ) da Secretaria Geral da Presidência da República, insere-se nas atividades do Participatório – Observatório Participativo da Juventude. Foi desenvolvida por um conjunto de consultoras, aplicada entre abril e maio de 2013, pela Gestão Venturi Associados e pela Análise Final Pesquisas, com a coordenação geral de Gustavo Venturi. A pesquisa contou com o apoio da Unesco Brasil.
          Segundo esta pesquisa, 16% dos jovens que participaram afirmaram não ter religião. 1% declaradamente ateus e os 15% apenas sem religião (Vide gráfico abaixo). Estes foram os que mais aumentaram, tendo em vista que em pesquisa anterior (Prjeto Juventude de 2003), este número era de 10% dos entrevistados. Um crescimento de 50% em 10 anos.

        
          Será este aumento, reflexo da busca por informação amplamente aberta na WEB? Temos que concordar que nos dias atuais temos um acesso cada vez mais amplo a informação e acredito que nossos jovens aos poucos, irão enxergar os charlatãos de algumas religiões da prosperidade. Parabéns jovem brasileiro.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

#Ateus - Diga não aos rótulos: modinha, neo ateus, militantes, revoltadinhos e pseudo ateus

          Então, a cada dia que passa temos ouvido mais e mais essas expressões, "Fulano é ateu modinha", ou talvez "Esses neo ateus envergonham a nossa classe", ou ainda "Eu sou ateu, mas daí a ser militante, é um pouco demais" e tem também uma das que mais me preocupam "Esses ateus revoltadinhos, não respeitam ninguém". Não gosto muito de generalizar, mas o brasileiro parece ter a cultura de se auto denegrir, auto depreciar. Alguns chegam a falar "Enquanto eles têm Dawkins ou Mahen, nós temos que nos contentar com esses neo ateus", quando não dizem que uns são mais ou menos ateus do que outros.
          Bom, isso foi apenas uma introdução para podermos começar no que interessa. Eu costumo dizer que, ser ateu, não é um título e não pode ter classificações. Essas classificações são criadas por religiosos que tem o intuito de confundir-nos, separar-nos ou até mesmo diminuir-nos. Também proferem tais classificações, falsos ateus (consciente ou inconscientemente) que se infiltram em nossos canais, em nossas redes sociais em nosso dia a dia. O problema principal é que os que são verdadeiramente ateus, sem classificações, às vezes, por falta de conhecimento, embarcam nessa, desferindo essas classificações de forma pejorativa, criticando os semelhantes. Falo isso com propriedade de alguém que vê, todos os dias, exemplos verídicos desses tipos que "infernizam" literalmente, tentando jogar ateu contra ateu.
         O que precisamos entender é que ser ateu é uma condição que é consequência da não crença. Ou seja, você não escolhe ser ateu. Você nasce ateu, tentam lhe ensinar e te obrigar a seguir a uma das milhares de religiões existentes. Quando você não consegue enxergar nessas religiões, nada palpável, que te faça crer, você simplesmente continua sendo ateu. Você escolhe não crer em muitas das religiões e por ter escolhido não crer, você se enquadra na condição de ateu.
          Pensando dessa forma fica bem fácil enxergar que não existem estas classificações para algo que é apenas uma condição. Você é ateu apenas por que não crer em divindades e ponto. Se estendermos um pouco mais e abrirmos nossas mentes, veremos que todos os religiosos, ou seja, todos que acreditam em algum deus, de certa forma, são ateus para todos os que acreditam em outros deuses. Os religiosos não gostam que façamos este tipo de comparação, por pura arrogância. Afinal de contas eles têm certeza absoluta e sem nenhuma sombra de dúvidas que o deus deles é o verdadeiro e não acreditam nos demais deuses criados pela humanidade. O mais interessante é que os demais religiosos que acreditam em outras divindades, seguem a mesma lógica. É praticamente como se as religiões fossem times de futebol. Cada um acha que o seu é o melhor e ninguém quer dar o braço a torcer.
          Por favor, nós ateus, já sofremos muito com o preconceito por parte dos religiosos e definitivamente não precisamos disso entre nós. Enquanto os ateus ficam se classificando e segregando, não esqueçam que a bancada evangélica só cresce e se fortalece. Quando nos dermos conta, seremos obrigados a ler a bíblia em nossas escolas ou em locais de trabalho ou até mesmo, estaremos sendo perseguidos como bandidos.

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#JC

domingo, 4 de agosto de 2013

#Um Ateu - Charlie Chaplin - Exemplo de Cineasta


          Hoje em #Um Ateu, faremos uma singela homenagem a este exemplo de ser humano, ator, ateu, formador de opinião e precursor do cinema mundial.
          Charles Spencer Chaplin, nascido em 16 de abril de 1889 e faleceu em 25 de dezembro de 1977. Mais conhecido como Charlie Chaplin, foi ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico dentre outras. Foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão. É bastante conhecido pelos seus filmes. Influenciado pelo trabalho dos antecessores - o comediante francês Max Linder, Georges Méliès, D. W. Griffith Luís e Auguste Lumière - e compartilhando o trabalho com Douglas Fairbanks e Mary Pickford, foi influenciado pela mímica, pantomima e o gênero pastelão e influenciou uma enorme equipe de comediantes e cineastas.
          É considerado por alguns críticos o maior artista cinematográfico de todos os tempos, e um dos "pais do cinema". Charlie Chaplin atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade. Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia. Participou na fundação da United Artists em 1919.
          Seu principal e mais famoso personagem foi The Tramp, conhecido como Charlot na Europa e igualmente conhecido como Carlitos ou "O Vagabundo" no Brasil. Consiste em um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e - sua marca pessoal - um pequeno bigode-de-broxa. Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky. Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: "Chaplin não foi apenas 'grande', ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego.
          Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam. Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d 'Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).
Wikipédia

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#JC

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

#Um Ateu - Epícuro - Exemplo de Pensador


Descendente de pais atenienses, Epicuro nasceu na Ilha de Samos, em 341 a.C., mas ainda muito jovem partiu para Téos, na costa da Ásia Menor. Quando criança estudou com o platonista Pânfilo por quatro anos e era considerado um dos melhores alunos.

Seu pensamento foi muito difundido e numerosos centros epicuristas se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador.

Epicuro não era um ateu, apenas rejeitava a ideia de um deus preocupado com os assuntos humanos. Tanto o mestre quanto os seguidores do Epicurismo negavam a ideia de que não existia nenhum deus. Enquanto a concepção do deus supremo, feliz e abençoado era a mais popular, Epicuro rejeitava tal noção por considerar um fardo demasiado pesado ter de preocupar-se com todos os problemas do mundo. Por isto, os deuses não teriam nenhuma afeição especial pelos seres humanos, sequer saberiam de sua existência, servindo apenas como ideais morais dos quais a humanidade poderia tentar aproximar-se. Era justamente através da observação do problema do mal, ou seja, da presença do sofrimento na terra que Epicuro chegava à conclusão de que os deuses não poderiam estar preocupados com o bem estar da humanidade.

Epicuro ensinou filosofia em Lâmpsaco, Mitilene e Cólofon até que em 306 a.C. fundou sua própria escola filosófica, chamada O Jardim, onde residia com alguns amigos, na cidade de Atenas. Lecionou em sua escola até a morte, em 270 a.C., cercado de amigos e discípulos e tendo sua vida marcada pelo ascetismo, serenidade e doçura.

Epicuro - Wikipédia
O paradóxo de Epícuro

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#HD

Trailer do Hangout d'ARCA