sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O único deus verdadeiro desta época e do momento em que vivemos.

        Quando ouço alguém falando que segue um deus vivo, o único, o verdadeiro, costumo respeitar e ficar na minha, só pra não dar o que falar. Mas por dentro fico pensando "Será que este ser não consegue perceber a besteira que está falando?". Bom, eu costumo seguir o lema "Perco a piada mas não perco o amigo". Costumo comparar a religião a todos os outros modismos da vida em sociedade. Por exemplo, a moda de vestuário, costuma ser reinventada mais ou menos por décadas, cada estilo, costuma mudar radicalmente a cada década. Aí você me pergunta "Qual é o estilo verdadeiro, único?", não existe o verdadeiro. Uns são melhores, outros piores, uns mais bonitos, outros nem tanto. Pegue uma foto sua de uns 30 anos atrás e provavelmente morrerá de vergonha. Na música não é muito diferente, tudo bem que há músicas que são eternas, de boa qualidade, agrada aos ouvidos de qualquer um (não podemos falar o mesmo das religiões), mas continuando, cada época temos um estilo musical diferente, em cada região também. A mesma música pode arrebentar em uma cidade ou estado e em outra cidade ou estado adjacente, nem ser conhecida. Com a religião acontece a mesma coisa. Em determinadas épocas, o ser humano inventou uma determinada religião, que fez sucesso ou não, em um determinado local, cidade, estado ou país, ou até mesmo em vários países. Alguns lugares deixaram de seguir uma religião e seguiram outra simplesmente por mudarem seu rei ou imperador. Aí alguns falam "Mas mitologia grega não é religião". Mas ouve uma época em que fanáticos acreditavam verdadeiramente naquelas fábulas, mataram, morreram por elas. Temiam os deuses e se mantinham corretas, faziam o bem, por este temor aos deuses. As crianças, em sua formação como seres pensantes, conseguem perceber nitidamente as contradições das religiões, porém, recebem uma descarga tão grande de imposições e temores a deuses que muitas acabam deixando de ser questionadoras. Não é difícil perceber que todas as religiões são fábulas e foram criadas única e exclusivamente para controle populacional. Seria tão bom, se as pessoas conseguissem enxergar isso, essa simplicidade de um raciocínio lógico, sem temores, sem controles desnecessários a comportamentos que só dizem respeito ao indivíduo. Quando faço bem a alguém, faço pura e simplesmente porque me sinto bem em fazê-lo. Não espero nada em troca, não preciso de nada em troca. Mas isso é algo que não conseguimos controlar, se você faz o bem, não adianta fugir que o bem volta para você, rsrsrs. Não precisamos de uma religião nos controlando para sermos bons.

Quanto ao questionamento de quem nos criou, porque nos criou e como nos criou? Se descobrirmos, ótimo, se não descobrirmos, não é por isso que iremos ficar inventando fábulas para tentar explicar. Uma coisa é certa, se pararmos para pensar por alguns minutos nas religiões que já existiram e tentarmos nos imaginar seguindo uma destas bem antigas que não fazem nenhum sentido, vamos rir de nós mesmos e nos envergonhar de tal capacidade. Pense um pouco mais e verá que com as religiões atuais, não é muito diferente. As pessoas precisam parar de usar as religiões para justificar seus próprios preconceitos e sua forma de pensar sobre a vida alheia. Em algum momento da história da humanidade a religião pode até ter sido útil para organizar as coisas. Porém, atualmente, já devíamos ter largado dessas crenças há muito. O problema é que a crença tira a responsabilidade de nossos ombros e as coloca nos ombros de um ser imaginário que não pode ser julgado ou punido, então é muito mais fácil crer em qualquer coisa do que aceitar a única e verdadeira realidade "A vida é uma só e por isso devemos aproveitá-la, cada dia como se fosse o último, porque a morte chega pra todos mais cedo ou mais tarde e depois que morrer, não poderá se arrepender de não ter vivido plenamente"

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#JC

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Divulgação - 8° Hangout d'ARCA - Pseudociência - Com a presença de Douglas Rodrigues


Então galera, neste próximo sábado, dia 11/01/2014, nós do Canal d'ARCA estaremos realizando, juntamente com o fundador do Universo Racionalista, um debate sobre "Pseudociência". Através da página Universo Racionalista, Douglas Rodrigues e outros colaboradores desmascaram matérias pseudocientíficas e pseudocientistas em seu dia a dia, colaborando de forma bastante ativa para a disseminação do conhecimento científico verdadeiro. Você não pode perder. Acompanhe o Hangout ao vivo no dia e horário pelo nosso Canal d'ARCA no youtube e não esqueça de se inscrever no canal para ser lembrado de quando os hangouts irão acontecer.

Fique por dentro também de todas as novidades de nosso Blog e não deixe de assistir ao Hangout "30 minutos na ARCA"  que rolou nesta quinta feira dia 09/01 às 22:30hs, e deu uma prévia do que vai rolar no sábado.


Não deixe de se inscrever em nosso canal no youtube: Canal d'ARCA para ficar por dentro dos nossos vídeos, visite também a nossa fanpage: https://www.facebook.com/arcateus ou nos siga no twitter: https://twitter.com/canaldarca e ainda temos um grupo de debates no facebook: https://www.facebook.com/groups/arcateus/

#Um Ateu - George Carlin - Exemplo de humorista e pensador


                   No #Um Ateu desta semana, falemos do incrível humorista que, independentemente da crença de seus pupilos, todos sempre o admiraram.
George Denis Patrick Carlin, nascido em 12 de maio de 1937, em Nova York, foi um humorista, comediante de stand-up, ator e autor norte-americano, vencedor de cinco Grammy’s. Pioneiro, com Lenny Bruce, no humor de crítica social, a sua mais polêmica rotina chamava-se "Sete Palavras que não se podem dizer em Televisão", o que lhe causou, durante os anos setenta, vários dissabores, acabando preso em inúmeras vezes que levou o texto a palco.
Carlin era conhecido pelo seu humor negro, assim como seus pensamentos sobre política, língua inglesa, psicologia, religião, e vários temas tabus. Carlin e sua rotina "Seven Dirty Words", em 1978, foram o foco da Suprema Corte dos Estados Unidos no caso F.C.C. vs. Pacifica Foundation, na qual, em uma acirrada decisão por 5x4 dos votos, os jurados afirmaram o poder do governo de regular material indecente em sistemas públicos de rádio.
O primeiro de seus 14 especiais de comédia para TV, para a rede HBO, foi filmado em 1977. Na década de 1990 e 2000, as rotinas de Carlin se focaram em críticas socioculturais americanas. Ele muitas vezes comentou em problemas políticos contemporâneos dos Estados Unidos e satirizava os excessos da cultura Americana.
Em 2004, Carlin alcançou a segunda colocação da lista da Comedy Central dos 100 maiores comediantes de stand-up de todos os tempos, atrás apenas de Richard Pryor. Ele se apresentava frequentemente e era anfitrião convidado no The Tonight Show. Em 2008, ele recebeu o prêmio Mark Twain Prize for American Humor.
Apesar de ter sido criado como católico apostólico romano, Carlin era ateu e denunciava a ideia de Deus. Ele descreveu sua opinião das falhas da religião organizada em entrevistas e performances1, notavelmente com suas rotinas Religion2 e There Is No God3, que podem ser ouvidas em You Are All Diseased4. Suas visões sobre religião também são mencionadas no seu último stand-up para a HBO, It's Bad for Ya5, onde ele zombou o juramento pela Bíblia como sendo "besteira", "faz de conta", e "coisa de criança”.
Carlin também brincou em seu segundo livro, Brain Droppings, que ele adorava o Sol, uma razão sendo o fato de que ele podia enxergá-lo. Isso foi mencionado mais tarde em You Are All Diseased, junto com a afirmação de que ele rezava para Joe Pesci (ator e um amigo próximo) pois "ele é um bom ator" e "parece ser o tipo de cara que resolve os problemas!".
Em seu especial para a HBO, Complaints and Grievances, Carlin introduziu os "Dois Mandamentos"6.
Em 22 de Junho de 2008, Carlin foi recebido no Saint John's Health Center, em Santa Mônica, depois de sentir dores no peito, e morreu pouco depois de falha cardíaca. Ele tinha 71 anos. Sua morte ocorreu uma semana depois de sua última performance, no The Orleans Hotel and Casino, em Las Vegas. De acordo com sua vontade, ele foi cremado, suas cinzas espalhadas, e nenhum serviço público ou religioso foram realizados.
Em sua homenagem, a HBO transmitiu 11 de seus 14 especiais, entre 25 e 28 de Junho, incluindo uma maratona de 12 horas no seu canal HBO Comedy. NBC programou uma retransmissão do primeiro episódio de Saturday Night Live, no qual Carlin era o apresentador. Ambos, Sirius Satellite Radio e XM Satellite Radio, transmitiram uma maratona das gravações de George Carlin, no dia seguinte à sua morte. Larry King devotou seu show, do dia 23 de Junho, completamente em tributo à Carlin, com entrevistas com Jerry Seinfeld, Bill Maher, Roseanne Barr e Lewis Black, assim como a filha de Carlin, Kelly, e seu irmão, Patrick.
Em 24 de Junho, o The New York Times publicou um editorial sobre Carlin, escrito por Seinfield. O cartunista Garry Trudeau pagou tributo em sua tirinha Doonesbury, em 27 de Julho.

Quatro dias antes de sua morte, o John F. Kennedy Center for the Performing Arts havia homenageado Carlin com seu Mark Twain Prize for American Humor. A premiação foi realizada em Washington, D.C., em 10 de Novembro, tornando Carlin o primeiro recipiente póstumo.

#Ateus - Respeito é bom e eles gostam, mas eles querem por quê?


      Na maior parte dos casos encontrados nas discussões em grupos de debates religiosos, existe uma ‘palavrinha mágica’ bastante pirlinpimpada como o viés sacro santo da verdade: respeito. Mas o que isso de fato significa quando se pede (exige-se) respeito. Até onde a implicação dessa ação é de fato necessária, tendo em vista que sua concepção quase sempre é abrangente demais para se criar uma noção explicita do que se quer.
         Numa discussão entre pontos antagônicos de um mesmo assunto, a retórica costuma prevalecer como meio de se impor uma ideia. Não se quer especificar que haja brechas em suas ideias, mas que as mesmas sejam incorruptíveis, quando muitas vezes são incautas. Assim, não admitiremos sentenças e propostas que vão de encontro às nossas proposições. Mas esta é a função do debate: promover ideias diferenciadas – na maioria das vezes – sobre um determinado tema para que todos os participantes possuam uma mínima (ao menos) noção das diversas correntes deste. 
       Mas, como em geral ocorre em debates, deflagra-se o conceito de respeito para com as diferentes opiniões. E acaba por ser universal a aceitação deste termo. Mas como, de maneira clara e objetiva, duas visões antagônicas podem se respeitar? Bem, primeiro que não são as “visões“ que exercerão o respeito mútuo, mas os oradores. E neste caso podemos conceber que o respeito provém não diretamente da compreensão da ideia contraria – visto que raras vezes isso não ocorre – mas do fato de simplesmente existirem pessoas que as redigem. Daí a compreensão mor: por entendimento direto, pessoas devem ser respeitadas por serem vivas e passiveis da visão difusa de seus costumes – próprios e os distintos – e esses costumes lhes são imputadas desde cedo, para simplesmente ignorar ou até mesmo denegrir quaisquer visões divergentes e/ou não conhecidas. 
         Esse respeito é o mais o abrangente possível, e instiga a um raciocínio curioso: como respeitar pessoas que matam, discriminam, impõe-se por torturas e viés cruéis desde crianças e idosos indefesos até mesmo pessoas com diversas dificuldades? Retornamos então à posição de que “pessoas devem ser respeitadas por serem vivas e passiveis da visão difusa de seus costumes – próprios e os distintos – e esses costumes lhes são imputadas desde cedo”. Por mais senso de justiça (que aqui é seriamente corroído pelo senso de vingança) que acreditemos reportar ao se ter ações de repúdio e desprezo, temos que saber que esta não seria uma ação contra a ideia, que não se perde com o indivíduo, mas contra o delator da mesma que apenas criaria, no mínimo, ações de mais repúdio e tentativas frustradas de se estabelecer conexão entre a ação e as ideias, e estas devem de fato não possuir qualquer ligação. 
        Ao contrario, o repúdio às ideias se faz não apenas necessário, mas inegavelmente conciso quanto a instituição das premissas necessárias numa sociedade civil organizada. Repudiar estas visões leva diretamente ao debate, e incita seus ideários a repeti-las, o que criaria mais aversão a estes casos e os mesmos utilizando de retórica falaciosa, o que, numa moral deflagrada inconsistente, se perfaz como últimos auguros do desespero. 
     Por tanto, acaba sendo linear uma percepção de que o respeito exigido em casos específicos de controvérsias e direções incongruentes é apenas uma severa desculpa para se perfazer sobre ideias fracas e dissolúveis. Quanto mais fraca e mais promíscua a ideia for, maior o respeito para ela será exigido por seus falatradores. Respeitar o falastrão implica em se reerguer os parâmetros da dialética do debate, mostrando que os mesmos serão vistos como pessoas que, mesmo possuindo visões rasas e profiláxicas de variações sociais, ‘não sabe o que dizem’. 
        Ações assim implicam – e esta visão não é incomum – numa soberba do acionador, que será visto por desprezar a ideia alheia. Mas aí sim, deflagra-se a máxima dita antes: como respeitar a ideia que se utiliza de erros analíticos grosseiros para serem angariados por massa de indivíduos – e consequentemente grupos sociais – que, desprovidos de informações e com senso comum exalando de seus poros racionais, são levados às ações ignóbeis com e para outros seres humanos e seu próprio meio de subsistência? Sim, estas ideias merecem todo nosso desprezo e repúdio, sintetizando o fato de que o ser humano, por excelência, pode vir a compreender algo – quando alijado dos males de sua patota genealógica – para o bem de nossa própria evolução. Já uma ideia, bem, uma ideia raramente evolui. E se a mesma parecer estar indo para um caminho intrínseco de evolução, esta deve perder sua ‘origem’, passando a ser uma ideia completamente nova, mas baseada em outra.

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#HD

domingo, 5 de janeiro de 2014

7° HANGOUT D'ARCA - Ceticismo - Com a presença de Gilmar Lopes, criador do site e-farsas


Então galera, para quem não conseguiu participar e nem assistir ao vivo, segue o vídeo do nosso sétimo hangout d'ARCA realizado este último sábado dia 04/01/2014, onde, juntamente com o Gilmar Lopes, criador do site www.e-farsas.com,  promovemos um debate sobre "Ceticismo". Ele deu um show de conhecimento sobre o assunto, demonstrando a importância de questionarmos todas as informações que chegam ao nosso conhecimento em nosso dia a dia, sem falar no pessoal que participou ativamente pelo youtube com perguntas diversas. Não perca este hangout. Não se esqueçam de se inscrever em nosso canal, curtir e compartilhar o vídeo.



No próximo hangout que irá rolar na próximo sábado dia 11/01/2014 às 22:30hs iremos receber a visita de Douglas Rodrigues, Fundador e presidente do Universo Racionalista que busca a difusão do conhecimento científico verdadeiro, falando sobre "Pseudociência". Não percam.


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sábado, 4 de janeiro de 2014

Divulgação - 7º Hangout d'ARCA - Ceticismo - Com a presença de Gilmar Lopes, criador do site e-farsas

Então galera, neste sábado, dia 04/01/2014 às 22:30hs. Iremos receber a visita de Gilmar Lopes, falando sobre "Ceticismo". Criador do site www.e-farsas.com, Gilmar é especialista em desvendar o que é farsa e o que é real na web. Não percam.


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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

6º HANGOUT D'ARCA - Relógio radioativo, verdade ou mentira? - Com Luis Felipe Mura


Então galera, para quem não conseguiu participar e nem assistir ao vivo, segue o vídeo do nosso sexto hangout d'ARCA realizado excepcionalmente nesta última quinta feira dia 02/01/2014, onde contamos com a presença de Luiz Felipe Mura, falando sobre "Relógio radioativo, verdade ou mentira?". Formado em física pela USP, mestre em reatores nucleares pelo IPEN e doutor em física nuclear também pela USP, Luiz é sócio e Criador da Fermium Tecnologia Nuclear, empresa que presta serviços para os reatores nucleares de Angra dos Reis. Tivemos uma grande participação da galera do youtube, com muitas perguntas, não perca este hangout. Não se esqueça de se inscrever em nosso canal, curtir e compartilhar o vídeo.



No próximo hangout que irá rolar na próximo sábado dia 04/01/2014 às 22:30hs iremos receber a visita de Gilmar Lopes, falando sobre "Ceticismo". Ele é criador do site e-farsas.com que há mais de 10 anos desvenda as mais variadas farsas na web. Não perca.


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sábado, 28 de dezembro de 2013

Divulgação - 6º Hangout d'ARCA - Relógio radioativo, verdade ou mentira? - Com a presença de Luis Felipe

Então galera, por motivos de força maior não pudemos realizar o último hangout no sábado passado. Portanto o hangout irá rolar nesta quinta feira dia 02/01/2014 às 22:30hs. Iremos receber a visita de Luiz Felipe, falando sobre "Relógio radioativo, verdade ou mentira?". Formado em física pela USP, mestre em reatores nucleares pelo IPEN e doutor em física nuclear também pela USP, Luiz é sócio e Criador da Fermium Tecnologia Nuclear, empresa que presta serviços para os reatores nucleares de Angra dos Reis. Não percam.


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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Respeito mútuo - Ateus e Religiosos: Rir de uma ideia é falta de respeito pelo defensor dessa ideia?


Uma coisa é o respeito aos indivíduos e aos seus direitos instituídos, em uma sociedade. Outra, completamente diferente, é o respeito a uma ideia e aos seus símbolos.
O respeito ao indivíduo inclui, entre outros cuidados, não discriminá-lo ou privá-lo de seus direitos civis, políticos e sociais em consequência de suas características físicas e sociais, ou de suas concepções religiosas, filosóficas ou políticas.
Seja qual for a ideia religiosa, filosófica ou política de um ser humano ou de um grupo de seres humanos, esta ideia não priva do direito ao respeito.
O respeito aos indivíduos não abrange respeitar as suas ideias, pois, se assim fosse, o diálogo social se veria paralisado, estagnado na concepção de que uma ideia precisa ser respeitada de per si.
O direito, neste caso, restringe-se ao direito dos indivíduos de desenvolverem estas ideias e agirem, dentro da lei, de acordo com elas.
Quando um religioso exige respeito à uma ideia (sua crença) e aos seus símbolos, está mais do que extrapolando o conceito de direito; está, antes que tudo, desrespeitando o direito de outros de não compartilharem desta ideia e de possuírem outras opostas ou divergentes.
Pois, comparativamente, se um comunista exigir respeito ao Comunismo e aos seus símbolos, estará desrespeitando o direito dos capitalistas às suas próprias ideias sobre sistemas econômicos.
Assim também, quando um religioso muçulmano exige o respeito para os seus símbolos sagrados a um cristão ou a um umbandista está, automaticamente, desrespeitando o direito dos cristãos (ou umbandistas) de defenderem suas próprias ideias do que é sagrado ou não.
Pois, como respeitar o sagrado alheio quando não se tem a mesma concepção do que é sagrado?
Se, para uns, o sagrado é uma pedra de cor escura incrustada em uma construção eternamente coberta, para outros o sagrado pode ser uma imagem de um ser humano ensanguentado preso em um instrumento de tortura e morte.
Um indivíduo adepto de qualquer das duas concepções não deve nem pode ser obrigado a considerar sagrado o que o outro considera assim.
Caso todos os religiosos exijam respeito às suas crenças e aos seus símbolos, depreende-se que todos eles estarão invadindo e coibindo o direito de crença religiosa do outro.
Um terceiro indivíduo que não considere nenhum dos dois objetos citados como sagrado não estará desrespeitando o direito dos religiosos, mas estará na mesma posição que cada um dos dois ocupa em relação ao outro: o de negação do sagrado alheio.
Quando a concepção de respeito ao indivíduo e ao direito de crença é estendida ao respeito para a crença em si, torna-se fácil perceber que todos os religiosos "desrespeitam" as crenças alheias, ao negarem seus status de sagrado.
É fato social corriqueiro que, no Brasil e no mundo, religiosos de várias vertentes exigem respeito às suas crenças e seus símbolos sagrados, como a imagem de um rosto de um alegado profeta ou filho unigênito de um deus.
Ao rasgar a bandeira com a foice e o martelo, ninguém está desrespeitando um comunista e nada ocorrerá em âmbito jurídico, a quem isso fizer, em um país livre.
Rasgar a pintura de um rosto considerado sagrado para muçulmanos ou para cristãos também não faz com que isso se configure desrespeito a um indivíduo de uma dessas crenças.
Quando um religioso se considera ofendido por uma piada com seus símbolos sagrados, não está realmente se sentindo ofendido, está indignado por sua fé não ser encarada pelas outras pessoas com a mesma seriedade com que ele a encara.
Se passa a exigir que seu sentimento de indignação seja respeitado através do respeito aos seus símbolos sagrados, está na verdade impedindo o outro de se expressar livremente.
Está sendo autoritário.
Além disso, hipócrita, uma vez que ele próprio, o religioso, não respeita a ideia alheia do sagrado, pois nem um muçulmano considera a imagem de Jesus sagrada, nem um cristão considera a imagem de Maomé assim.
Ateus, ocasionalmente, demonstram que não respeitam o sagrado muçulmano ou o sagrado cristão ou qualquer concepção de sagrado.
E é por isso que vemos tantos cristãos exigirem que um ateu não faça piadas com Jesus Cristo ou com Deus Pai: Se não acredita em Deus, respeite. Leia-se: Se não acredita nele, aja como se acreditasse, finja que considera sagrado e não ria dele.
Ou seja, não só um ateu tem direito a rir do sagrado alheio, como também isso não significa que não respeita o direito dos indivíduos de crerem no que quiserem.
Se um religioso rir da ideia do ateísmo, não estará desrespeitando os ateus; mas estará, se exigir-nos que não riamos de seu deus.
Quando um ateu exige respeito, está se referindo ao respeito pelo seu direito de ser ateu, sem que isso lhe acarrete nenhuma perda de direitos civis, sociais e políticos.
Os ateus não exigem respeito algum ao ateísmo. É apenas uma ideia.
O respeito que indivíduos ateus exigem não é o respeito a esta ideia nem aos seus símbolos, mas apenas e tão somente o respeito aos ateus e aos seus direitos, que são os mesmos direitos dos religiosos.
Um religioso tem todo o direito de negar o sagrado alheio, assim como um ateu tem todo direito de negar todos os sagrados.
Os religiosos podem rir de qualquer símbolo de ateísmo, assim como os ateus podem rir de qualquer símbolo religioso, mas com todo o respeito pelo direito do outro.

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Depoimento de um Ateu - Por Tiago Soraggi


Aos leitores de nosso Blog D'ARCA, gostaríamos de compartilhar este ótimo texto de um de nossos leitores. Nosso amigo Tiago expõe neste depoimento sua indignação com o pré julgamento que sofre por não ter uma crença. Leia e tire suas próprias conclusões. 

"É com grande tristeza que acabo de ver uma postagem que indiretamente me chama de manipulador, enganador e mentiroso... Pena que é indireto, pois isso, por uma norma culta que me cabe, me impede de chamar ao debate e esclarecer os pontos vitais. Quem me conhece sabe que sempre fui ávido pelo conhecimento. Sempre fui o "chatinho" da turma, sempre fui a criança do "por quê?" Peço desculpas pelas postagens relacionadas à crença, mas em nenhum momento eu desrespeitei a religião de alguém. A religião está aí para religar e não para ser atribuída a um status-quo definitivo no que tange respeito, nem para questionar alguns dogmas "desencaixados". As minhas postagens podem ser fortes, mas eles confrontam duas verdades, e é isso que é o bacana, na busca pela verdade, ou aquilo que se tem maior evidência. Pois quando alguém discorda, nasce alí uma melhoria para o argumento. Se sempre concordarmos, como veremos as razões das falhas? Nunca tive raiva de deus, não faço parte de nenhum plano macabro, sou apenas um nerd boboca e amoroso que pega ônibus todos os dias e detesta ver a tristeza nas pessoas e odeia ver as pessoas sendo enganadas. Não sou um mentiroso e manipulador, não pretendo que ninguém pense igual a mim, minha intenção é proporcionar o livre pensamento, a liberdade de culto e a laicidade. Tem postagens que me ofendem aqui, como afirmar que a maior desgraça do mundo moderno é a falta da cruz ou ver 600,000 likes concordando que o fenômeno da proliferação das algas marinhas nas praias do ceará é um recado para o fim do mundo pois o mar ficou vermelho. Isso me ofende, p r o f u n d a m e n t e. Ofende as horas em que me debrucei nos livros, ofende o fato da minha luta por direitos humanos plenos e sem ameaças psicológicas, ofende-me porque as pessoas parecem não viver sua própria história e nega-se o seu próprio passado. Me ofende ver amigos gays me dizendo que pelo menos na quaresma vai evitar ver outros homens, me ofende esse golpe na psiquê das pessoas. Me ofende um papa dizer que limbo existe e o outro dizer que não. Me ofende a hipocrisia de ver pessoas divorciadas dizerem que o que deus uniu o homem não separa para o segundo casamento, me ofende escutar que tenho raiva de deus. Não estudo, pesquiso, leio e debato por raiva. Adoro as reuniões de igreja, sou apaixonado pela comunidade Betel e pela pelos meus amigos do EAC, EJC e demais grupos. Faço o que faço por um compromisso intelectual de não cruzar os braços porque o mundo que os amigos tanto propagam como o certo já teve dois mil anos de ser provado como certo e até agora não deu... Me ofende quando postam coisas deturpadas e mentirosas em nome de um bem comum pois isso é fanatismo. É mais fácil me chamar de mentiroso do que me perguntar: o que te fez chegar a esta conclusão? O medo de ter a sua segurança psicológica revelada como falsa, faz com que seja mais fácil que eu seja o falso, eu que pesquiso em mais de três fontes aquilo que posto, e só posto aquilo que vai ajudar as pessoas a não olharem para o próprio umbigo e começarem a salvar o planeta que vivem. Estou extremamente chateado pois o esforço para fazer pensar se volta contra aquele que provoca o pensamento. Isso é terrível nos dias de hoje. Sois capazes de matar em nome de um bem maior, sois capazes de mentir e deturpar por causa do bem maior. Eu também já fui assim, mas quando percebi que havia algo errado na relação do que eu vivia e do que eu sabia... Eu decidi questionar... Mudar meu pensamento não fez o Tiago bondoso, alegre, sincero e chatinho mudar, diferente do que vi acontecer com alguns amigos onde a escolha pela religião precisou mudar-lhes a forma de ser e agir, como se matassem alguém por dentro, esse alguém que nunca foi nada de mal. Bom meu natal foi lindo pois minha mãe fez uma oração linda assim como aquele homem lá da Galiléia merecia ter e não esse bando de porcos que envenenam todos os esforços do campo do conhecimento em nome de uma satisfação rápida, burra e mentira psicologicamente apaziguadora. Ah e eu vou continuar... Ou me chama pro debate ou exclua minha amizade. Grande abraço..."

Se você Também quer ter um depoimento sobre ser Ateu aqui no nosso Blog, mande para nosso e-mail arcateus@gmail.com. Teremos um imenso prazer em publicar.

Trailer do Hangout d'ARCA