segunda-feira, 11 de agosto de 2014

MENDIGOS E A TEOLOGIA

Imagem do interior do Santuário de Porto das Caixas - Itaboraí - RJ. No altar, a imagem do Cristo está coberta por um vidro para protegê-la das mãos dos fiéis.

Mendigos e a teologia

Os mendigos compreendem a Teologia. Pelo menos a sua parte prática.
A Igreja Católica, por exemplo, diz que a salvação depende das obras. Os evangélicos dizem que, para ir pro Céu, basta levantar a mão quando o pastor pergunta quem quer aceitar Jesus como Salvador. (E depois, quando um desses convertidos larga a igreja e se assume gay -- conheço vários assim -- os crentes dizem que ele não aceitou Jesus de verdade.) Essa é a razão pela qual há mais mendigos nas imediações das igrejas católicas que das igrejas evangélicas.
Os dois lugares onde eu vi mais mendigos foram: 1) ao redor da Catedral da Sé, em São Paulo; 2) nas imediações do Santuário de Porto das Caixas, distrito de Itaboraí, RJ. (Esqueci o nome do Santuário. É uma igreja barroca da época do Brasil Colônia. Lá pelos anos 1950, reza a lenda, que um coroinha gritou assustado dizendo que o crucifixo do altar estava sangrando. Até hoje há um forte cheiro de sangue junto ao altar-mor. Já li alguma coisa sobre esse milagre ter sido forjado, mas uma notícia assim não circula muito porque não dá IBOPE). Eram tantos os mendigos em Itaboraí que o padre colocou uma tabuleta pedindo para as pessoas não fazerem promessas para, caso atendidas, acenderem velas, mas sim para doar alimentos aos necessitados da região.
Então os mendigos sabem que a possibilidade de esmolas junto a uma igreja católica é bem maior. Imagina se alguém vai pedir dinheiro próximo ao Templo de Salomão!

Postado por

39° Hangout d'ARCA - Design - Inteligente ou inapropriado? - Com Silvia Gobbo, Sergio Guedes e Adalberto Cesari


Então galera, para quem não conseguiu participar e nem assistir ao vivo, segue o vídeo do nosso trigésimo nono HANGOUT d'ARCA realizado este último sábado dia 09/08/2014, onde, pela primeira vez em um hangout com convidados, tivemos 3 abordando o mesmo tema, "Design - Inteligente ou inapropriado?". São eles, a ecóloga Silvia Regina Gobbo, o físico Sergio Guedes e o biólogo Adalberto Cesari. Este Hangout foi sensacional e o pessoal participou ativamente pelo youtube com perguntas diversas e inúmeros elogios. Você não pode perder. Não esqueça de se inscrever em nosso canal, curtir e compartilhar o vídeo afim de disseminar o conhecimento de qualidade e gratuito. Não perca. 


Se inscreva em nosso canal no youtube: Canal d'ARCA para ficar por dentro dos nossos vídeos, visite também a nossa fanpage: https://www.facebook.com/arcateus ou nos siga no twitter: https://twitter.com/canaldarca e ainda temos um grupo de debates no facebook: https://www.facebook.com/groups/arcateus/

domingo, 10 de agosto de 2014

O SINO


Já falei em outro texto aqui que, no Brasil, a separação entre Igreja e Estado se deu de Direito e não de fato, pois os sucessivos governos continuaram agindo como se a Igreja Católica fosse a igreja oficial do Estado.
Um exemplo disso é o caso que vou contar: estive ano passado em Ouro Preto e várias pessoas me disseram para visitar a Igreja do Padre Faria (mas no corre-corre acabei não visitando. Tenho que voltar lá para visitá-la). A razão desse amor das pessoas por aquela igreja é a seguinte: o padre Faria foi o primeiro padre de Ouro Preto e aquela a primeira igreja. O padre Faria já tinha morrido quando Tiradentes foi enforcado. Mas o substituto do padre Faria foi o único sacerdote que teve dó do Tiradentes e se atreveu a bater o sino em homenagem a ele, lamentando sua morte.
Pois bem. Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960, dia de Tiradentes. Para comemorar a data, Juscelino levou esse sino para bater na capital durante a cerimônia de inauguração.
Anos depois, quando Tancredo Neves morreu, não sei foi ideia da viúva ou do vice José Sarney (cuja erudição e devoção são inquestionáveis) o sino foi levado de novo à Brasília para bater nos funerais de Tancredo.
A diferença é que hoje a Igreja Católica perde terreno e a bancada evangélica tenta fazer com que a crença evangélica seja a religião do Estado, de fato embora ainda não de Direito, como a católica sempre foi.


Postado por

DESCRIÇÃO DA IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE OURO PRETO


Aos guias turísticos de Ouro Preto

As torres da fachada recuadas,
Logo acima da porta está Maria
Com anjos, duas janelas não ornadas...
Acima dela, quem jamais diria?
O santo que é famoso em humildade
Os estigmas do Cristo recebendo
(Cristo com serafina identidade,
Entre nuvens e raios, estupendo).
Quando andas pela nave em direção
Ao altar, o chão treme aos passos teus:
Tinham aquelas tábuas por missão
Corpos guardar de quem buscava Deus.
          Eis no altar-mor Francisco, sobranceiro,
          Com um crânio na mão, qual Hamlet mineiro.

(31-07-2014)


SEGUNDO SONETO DA IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE OURO PRETO

Por Ataíde o teto foi pintado:
Eis o Reino dos Céus que se apresenta
Pelas altas colunas sustentado
– E o templo pro infinito assim se aumenta.
No centro da pintura, eis Maria
Por anjos como sempre acompanhada;
Logo abaixo, seus salmos cantaria
Davi se a voz pudesse ser pintada.
Agostinho, Jerônimo, Gregório
E Ambrósio, que doutores são da Igreja
Formariam um canônico auditório
Para o cantor que voz há muito almeja;
          Também eu não consigo a sacristia
          Mostrar-vos: o soneto explodiria!

(1º de agosto de 2014)


TERCEIRO SONETO DA IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE OURO PRETO

Nas paredes da igreja está pintada
Pela mão de Ataíde magistral
A história de Abraão: a fé testada,
O filho quase dando ao deus Baal.
Era Javé e não Baal? Talvez
Terei ficado cego e a diferença
Não vejo. Abraão pois satisfez
A dúvida do Deus de pouca crença.
Entremos afinal na sacristia
Onde a cegueira vemos ser louvada
Na escultura tão linda de uma pia:
Olhos vendados, testa coroada.
          Protesta contra a dúvida em Latim
          Frase que não faz eco algum em mim.

(10 de agosto de 2014)



Postado por

ROSA LUXEMBURGO, MONTESQUIEU E O DÍZIMO


A globo anda incomodada com o crescimento dos evangélicos e suas repetidas comédias querem nos convencer que foram as igrejas evangélicas que inventaram o dízimo, como se a Igreja Romana nada dissesse sobre o assunto.
Pagar o dízimo é ponto pacífico em todas as igrejas que conheço. Mas de onde se originou essa prática?
Todas elas vão dizer que tem base na Bíblia. De fato, o "Gênesis", o primeiro livro da "Torá", o livro da lei, cujas histórias tem a intenção política de explicar o conteúdo da lei expressa nos outros quatro, diz que o primeiro a pagar o dízimo foi Abraão que, indo guerrear, prometeu a Melquisedeque, que, na cidade de Salém, acumulava as funções de rei e de sacerdote, dar a décima parte do que obtivesse na guerra para Deus, de quem ele, Melquisedeque, era representante.
Quando se dá a conquista de Canaã (Palestina), a terra é dividida entre 11 tribos e a tribo de Levi nada recebe, porque os que nascessem nessa tribo estavam destinados ao sacerdócio e, por isso, deveriam ser sustentados pela comunidade dos fiéis, mediante o dízimo.
O único momento em que o Novo Testamento fala de dízimo é quando Jesus esbraveja contra os fariseus: "Naquele tempo, Jesus disse: “Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de diversas ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus. No entanto, era necessário praticar estas coisas, sem contudo deixar de fazer aquelas outras coisas." (Lucas 11: 42). Mas Cristo falava de uma prática necessária ao culto judaico, não para a Igreja que ainda não tinha nascido. (A Igreja nasce, conforme ensina o Vaticano, no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desce sobre os fiéis.)
Não há nenhum registro na Bíblia de que a Igreja cristão primitiva recebesse dízimos. Pelo contrário: entre eles não havia propriedade privada: quem ingressava na comunidade vendia seus bens e entregava tudo para ser administrado pelos apóstolos, conforme diz o livro de Atos 2, 32. Razão pela qual, no início do século XX, a líder comunista Rosa Luxemburgo ter tentado a aproximação entre comunista e cristãos no livro "O Socialismo e as Igrejas - O comunismo dos primeiros cristãos", dizendo que a Igreja primitiva teria sido a primeira experiência socialista. Já ouvi dizer que, no século XIX, Karl Marx teria dito o mesmo, mas eu não li o texto dele.
Mas, segundo Montesquieu, a Igreja passou séculos sem cobrar o dízimo de seus fiéis. Apenas quando o imperador Carlos Magno apoderou-se de valiosas propriedades da Igreja, autorizou que ela cobrasse o dízimo como compensação. Ele explicou isso no capítulo XII do livro trigésimo primeiro da sua grande obra "Do Espírito das Leis". Procurem na biblioteca pública mais próxima e confiram. Mandem cópia para Edir Macedo, Waldemiro Santiago, R. R. Soares, Silas Malafaia e para o papa Francisco.

Postado por

sábado, 9 de agosto de 2014

RACHEL DE QUEIROZ E A BANCADA EVANGÉLICA


É difícil saber quando e onde surgem expressões idiomáticas. Já li em vários lugares que a expressão idiomática "estupidamente gelada" teria sido criada por Tom Jobim.
Não sei quem primeiro usou a expressão "bancada evangélica", mas vejam o que Rachel de Queiroz disse em 1992, quando a juventude fazia passeatas contra Fernando Collor e essa expressão ainda não era repetida no noticiário:
"Sente-se, contudo -- e aí é que está um dos grandes perigos do tal caos --, que o povo vem se desenganando muito da tão louvada democracia. O povo se sente um pouco como criança perdida na rua: passado o primeiro deslumbramento da liberdade, vê-se só, cercado de ameaças, tem medo e está pronto a segurar a primeira mão que lhe for estendida, a mão de um guia que lhe dê segurança. É nessas horas incertas que medram os oportunistas, com as suas cantigas e promessas. Por mercê de Deus, ainda não apareceu ninguém especialmente carismático, clarinando ilusões, aliciando os assustados. Sim, felizmente não há liderança à vista que -- pelo menos por ora! -- consiga embriagar uma unanimidade, ou ao menos uma maioria. Os velhos caciques já perderam os dentes e os novos não começaram bem, decepcionaram. Duvido que, de hoje em diante, vá alguém conseguir outros 35 milhões de votos.
Assim mesmo, tenho tanto medo daquele possível aventureiro com quem dom joão VI ameaçava o filho, e que nos vinha empolgar a coroa! Chego a temer até o 'bispo' Macedo! É que eu vi pela televisão o estrago que ele fez no congresso do Maracanã. O dinheiro lhe chovia em cima como mariposas, os acólitos só tinham o trabalho de encher os sacos enormes com a voltante pecúnia que tombava das mãos dos fiéis sobre a arena. E se o povão dá com tanto gosto a um cara daqueles o que ele menos tem, que é o dinheiro, imagine só como não dará voto, que é de graça!...
É isso, realmente, o que mais me apavora."
(QUEIROZ, Rachel de. As terras ásperas. Rio de Janeiro e São Paulo: sem data, pág. 169. -- Coleção Mestres da Literatura Brasileira e Portuguesa.)
Esse texto foi publicado na íntegra na coluna que Rachel mantinha na "Folha de São Paulo", no dia 23/8/92.

Falta de aviso não foi.


Postado por

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

CARL SAGAN E OS MILAGRES


No livro "O Mundo Assombrado pelos Demônios", Carl Sagan, falecido em 1996, diz que, desde que em 1858 foram anunciadas pelo mundo inteiro as aparições da Virgem Maria em Lourdes, milhares de pessoas alegaram ter sido curadas ao visitarem esse santuário. Bem, digam elas o que disserem, o Vaticano, até o momento em que Carl Sagan escreveu essa obra, só admitia 65 curas, que o cético cientista não teve como analisar. Então, vamos dar o benefício da dúvida à Igreja.
O que mais me impressiona nisso não é o fato de alguém ter sido curado em Lourdes -- caso realmente tenha sido. O que mais me impressiona, e, para ser honesto, preciso congratular o Vaticano, é o fato de que a Cúria Romana não se apressa em alardear milagres, como fazem os milionários que vendem curas diariamente na TV brasileira, enquanto eles mesmos usam os serviços dos hospitais da elite, pagos com o dinheiro dos pobres que os procuram.



Postado por

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

DE FATO E DE DIREITO


Não sei se no resto do mundo é assim, mas no Brasil as coisas se dividem em duas categorias: de fato e de Direito. Porque a lei diz umas coisas mas na prática não é bem assim. A laicidade do Estado é um desses casos.
O que realmente mudou na vida dos brasileiros com a República? Os republicanos criaram a certidão de nascimento (antes quem registrava as crianças era a Igreja Católica, razão pela qual todo mundo tinha que batizar os filhos), a certidão de casamento (no Império, só existia o casamento realizado dentro dos templos católicos) e entregou os cemitérios para as prefeituras (muito conveniente para quem precisava sepultar um suicida, por exemplo: todos os mortos passaram a ter a mesma dignidade). E a União avisou à Igreja que ela só teria mais um ano para receber a côngrua (uma verba que o governo destinava à Igreja, pois os sacerdotes eram funcionários públicos), a fim de que ela ajustasse suas finanças de acordo com a nova realidade, preparando-se para o tempo das vacas magras.
Bem, tirando essas questões que afetavam ao povo em geral e aos cofres da Nação, de resto, o governo federal continuou agindo como se o Catolicismo fosse a religião oficial do Estado. Querem dois exemplos fáceis de conferir? Vão ao Palácio do Catete e verão em seu interior uma sala chamada de "capela", dedicada a atividades religiosas. Mas com uma decoração que só interessa aos católicos. Um judeu ou um batista não gostaria de fazer ali suas preces. Outro exemplo: junto ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, há uma pequena igreja católica, naquele terreno que pertence ao estado do Rio de Janeiro.
Agora, em que a Igreja Católica perde fiéis, essa prática de privilegiar uma religião em atos oficiais se desvia para agradar o crescente eleitorado evangélico. No município de Araruama, RJ, onde lecionei no ano de 2009, havia uma lei (será que ainda há?) que determinava que houvesse uma Bíblia em cada sala de aula. E em cada sala de aula lá estão uma espécie de altarzinho pregado à parede, que dá sustentação ao livro e, acima dele, um quadrinho com a cópia da lei. Quanto isso terá custado aos cofres públicos? Detalhe: não é uma Bíblia qualquer que você compra em qualquer livraria: é o texto da tradução de João Ferreira de Almeida (de domínio público, pois feito há 200 anos) mas a capa tem imagens da cidade de Araruama. Essas despesas beneficiaram a quem?
Pode-se responder que a atitude dos vereadores de Araruama não fere o artigo 19 da Constituição, por não estarem eles oficializando nenhuma igreja específica ou financiando uma igreja em particular, mas isso é tratar desigualmente cristãos, muçulmanos, budistas, hinduístas, mórmons etc. Por que a Bíblia? Por que não o Alcorão, o Livor de Mórmon, o Bagavad-Gita etc.? Então, para que haja igualdade, ou se retira a Bíblia ou se colocam todos esses e outros mais ao lado dela.
Essa história da Bíblia merece uma CPI. Tem algum leitor aí de Araruama?

Postado por

terça-feira, 5 de agosto de 2014

ARIANO SUASSUNA, ANA BOLENA E O "APOCALIPSE"


Uma vez, Ariano Suassuna foi entrevistado no programa Conexão Roberto d'Ávila. O jornalista começou fazendo perguntas sobre a sua primeira peça, "Uma Mulher Vestida de Sol". A frase foi extraída do livro do "Apocalipse" (Cap. 12, 1). Suassuna começou por dizer que considerava o "Apocalipse" um livro belo, "até plasticamente". As imagens descritas pelo livro são, de fato, belas. Se não houvesse o "Apocalipse", eu digo, talvez não houvesse o Surrealismo, não houvesse Salvador Dalí e outros. Drummond disse uma vez que "São João Evangelista foi o maior dos surrealistas". Mas basta que você se declare ateu para que um cristão fundamentalista queira usar o "Apocalipse" para te causar medo. Carl Sagan se queixava do analfabetismo científico do público americano. Eu me queixo do analfabetismo poético e artístico do povo brasileiro, incapaz de ver a beleza das Escrituras; só veem nela uma fonte de medo e uma justificativa da opressão que sofrem.
Fosse eu historiador, estudaria as diferentes interpretações do "Apocalipse" através do tempo.
No capítulo 17, por exemplo, São João afirma ter visto uma prostituta montada numa fera de sete cabeças. Essa prostituta teria se embriagado com o sangue dos santos e cometido fornicação com os reis da terra. No fim do capítulo, ela termina morta pela besta na qual montava.
Ora, é lógico que, se eu pesquisar textos do século XVI, encontrarei interpretações nas quais padres católicos acusarão Ana Bolena de ser essa prostituta, pois Henrique VIII divorciou-se da primeira esposa e, para casar com ela, fundou uma nova igreja e matou quantos continuaram fiéis ao papa na Inglaterra.
E mesmo assim o mundo não acabou.
A cada século, a cada década, em cada igreja, uma nova interpretação do "Apocalipse" surge, acusando quem lhes interessar como sendo a grande prostituta, Babilônia, a Grande.

Postado por

FAZENDO CONCESSÕES

Senhores deputados da bancada evangélica, senhores atletas de Cristo, membros do movimento Eu Escolhi Esperar, admitamos por um momento que Deus exista e que é todo poderoso. Deus criou então os bilhões de galáxias. Cada galáxia com bilhões de estrelas. Várias estrelas com planetas girando em torno delas. Alguns desses planetas com luas em torno deles.
É preciso mesmo um ser muito poderoso, e sábio, para criar tudo isso.
Mas esse ser tão poderoso e sábio, que criou esse universo imenso, vai ficar chateado só porque eu troquei uma noite na igreja por uma aventura no motel?

Postado por

Trailer do Hangout d'ARCA