quarta-feira, 24 de junho de 2015

OS FILHOTES DO CARDEAL DOM EUGÊNIO SALLES


Dom Eugênio Salles vivia no mundo encantado das encíclicas, onde milagres acontecem e basta proibir algo para que isso deixe de acontecer.
Todos os sábados ele escrevia no jornal O GLOBO. Um dia, no primeiro semestre de 1996, ele escreveu um artigo chamado "O Avanço da Pornografia", dizendo horrores contra professoras que ensinaram adolescentes a maneira correta de usar um preservativo. Como se os adolescentes fossem deixar de fazer sexo só por não saberem como usar um preservativo. Então está explicado por que Dom Eugênio era contra o aborto de anencéfalos. Por que abortar os anencéfalos se ele mesmo não usava o cérebro?
Os papagaios que falam em ideologia de gênero e querem que os planos municipais e estaduais de Educação façam de conta que todo mundo é hetero e que a anatomia determina o gênero são filhotes desse fariseu.

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Campanha contra "O Boticário" foi um tiro no pé


Parece que os gritos, "esperneios" e a voz estridente do pastor Malafaia, ultimamente, tem surtido efeito contrário do esperado por ele. Em episódio recente, onde teve discussões acaloradas com o jornalista Ricardo Boechat, ele parece ter perdido totalmente o respeito nas redes sociais. Efeito este, parecido a aversão da população aos participantes de reality shows que combinam voto e fazem panelinha, parece estar intimamente ligado a imagem arrogante deste ser homofóbico, que nada mais faz do que ficar destilando seu ódio contra tudo e todos que pensam diferente de seu mundinho.

Após uma campanha de boicote ao "O Boticário", enquanto ele pode estar pensando que as coisas não podiam piorar para o seu lado, sai o estudo elaborado pela SGC Conteúdo que mostra entre outras coisas, um aumento significativo nas vendas da marca em contra partida da média do mercado que teve baixa de 5% em relação as vendas no mesmo período do ano passado! Este aumento, provavelmente se deve a contra campanha que a população fez, apoiando o Boticário pelo belo comercial. Vale a pena conferir o estudo no link!

Assista aqui ao comercial:



Parece que a população está acordando para estas pessoas que se utilizam da fé alheia para, por exemplo, ter influência politica. Não é de hoje que a bancada evangélica só cresce em nosso congresso. Mas isso parece estar mudando também. Uma campanha promovida pela ATEA - Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, conseguiram 20 mil apoiadores em cerca de um mês, para colocar uma ideia no site do Senado brasileiro, a de extinguir a isenção tributária religiosa, justamente pelos abusos cometidos por estes que se dizem portadores da "palavra".

Sugestão legislativa apresentada pela população determinando o fim da isenção tributária para entidades religiosas alcan...
Posted by Senado Notícias on Domingo, 21 de junho de 2015
A realidade é que só teremos a real dimensão desta aversão ao fanatismo religioso nas próximas eleições, constatando se esta vergonhosa bancada irá continuar crescendo ou se irá sofrer as consequências de seus inúmeros "tiros no pé".

Temos uma nova ideia tramitando no site do Senado, a de retirar simbolos religiosos das repartições públicas. Vamos apoiar? 

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sábado, 13 de junho de 2015

O CINISMO COMO ESTRATÉGIA POLÍTICA



Não se sabe ao certo porque os políticos se ocuparam de reconhecer Jesus Cristo na atriz durante sua performance na Parada Gay. Muitos foram crucificados pelos romanos e, no caso, poderia estar sendo representado qualquer um dos infelizes, afinal, a dita crucificação de Jesus não foi diferente das outras. E não são os próprios defensores dos crucifixos nos Tribunais de Justiça, que alegam que a imagem da crucificação representa as injustiças praticadas por um poder arbitrário e não uma religião?
Se em cada caso a imagem de Jesus crucificado representar uma coisa diferente, ninguém pode alegar que a imagem da atriz crucificada seja uma representação religiosa.
Mas os sensíveis parlamentares ficaram ofendidos e interromperam sessão no Congresso para fazerem oração, como manifestação de repúdio à performance pública da atriz.
Indagado sobre protesto no plenário, com o habitual descompromisso com a verdade, Eduardo Cunha alegou que "Não posso calar a boca de parlamentar", fingindo surpresa.
Bem, foi preciso que Marco Feliciano desmentisse contando que Cunha fora avisado com antecedência e tudo foi acertado na véspera, para revelar que o presidente da Casa é um cínico mentiroso.
Contudo, o que de fato fica evidente, é que sua desculpa para fugir da responsabilidade de agressão ao Estado Laico, só revela sua incapacidade de coordenar os trabalhos da Casa. Ora, se ele não pode impedir que parlamentares desrespeitem a Constituição, certamente não está capacitado para exercer seu cargo.
Essa fato revela que o objetivo de Cunha não é cumprir a lei, mas modificá-la em favor de uma ideologia. Sim, pois, o cristianismo não é tratado por ele como uma religião, cuja interferência no Estado causaria estranhamento, mas como uma ideologia política usada com liberdade onde quer que seja "cultuada".
Definitivamente, ele não está lá para trabalhar para a Nação e, sim, para atender aos interesses particulares de um grupo.
E, para isso, o homem abandonou os princípios de dignidade e perdeu o senso do ridículo. Passa por cima de tudo e de todos, comportando-se como uma criança mimada, para atingir seus objetivos.
A adoção desse postura parecer ser viral.
A infantilidade da reação dos parlamentares a qualquer obstáculo aos seus interesses particulares, é patética. Querem "vingar-se" dos que lutam por seus direitos civis, usando o aparato de Estado e um poder abstrato há muito construído nos bastidores de seus templos religiosos, para criar projetos de lei para crimes que não existem, mas que foram inventados por eles mesmos, como a "Cristofobia", que, caso aprovado, poderá  facilmente tornar criminoso qualquer um que não seja cristão. Este é o claro objetivo dos parlamentares envolvidos no projeto.
Ideal seria que esses homens usassem fraldas em vez de terno e gravata. Seria mais agressivo moralmente do que a performance da atriz simbolizando uma crucificação qualquer, mas a representação seria mais autêntica.

#SR

domingo, 7 de junho de 2015

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O comercial d'O Boticário e a fúria dos homofóbicos


Um comercial do Dia dos Namorados d'O Boticário despertou a ira dos homofóbicos brasileiros, que se organizam para boicotar a marca. Mas para serem coerentes com seu próprio discurso, os intolerantes terão que mudar radicalmente sua forma de pregar o preconceito!

Com vocês, mais um vídeo do canal PAPO DE PRIMATA!

https://www.youtube.com/watch?v=6dBsshwXJp0



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terça-feira, 26 de maio de 2015

PAULO DE TARSO, DESTRUIDOR DE LIVROS, E OS FRICOTES DE MARCO FELICIANO, HIPÓCRITA-MOR


Um garoto queimou uma Bíblia numa universidade e Marco Feliciano teve um dos seus costumeiros fricotes. Será que o Guiness registrou algum recorde de fricotes até agora? Duvido que haja em todo o planeta uma única travesti que tenha mais fricotes que esse fariseu. Em matéria de fricote, ele sozinho vale por uma zona inteira. O garoto poderia queimar a Bíblia, o "Dom Quixote", o "Manifesto Comunista", o "Mein Kempf" e até as obras completas de Machado de Assis e Paulo Coelho sem causar dano algum a essas obras. No ponto em que chegamos, com livros arquivados em bibliotecas de todo o mundo, reproduzidos sem licença em fotocópias e arquivos PDF, não há possibilidade que um único livro se perca. Até mesmo meu livro de poemas, que não encontrou editora que o publicasse em papel, está disponível para quem quiser comprá-lo no site Amazon. Eu posso morrer a qualquer hora, mas as heresias que escrevi em "Doce Inverno de Ouro Preto" sobreviverão a mim. Queimar livros é um gesto feio, concordo, que lembra a tirania nazista e a nefasta Inquisição, que reprimia o pensamento do mesmo jeito que a hipócrita bancada evangélica gostaria de proibir. Vide os faniquitos deles contra os humoristas do "Porta dos Fundos". Crime pior que o desse garoto cometeu o apóstolo Paulo de Tarso. No capítulo 19 do livro bíblico de "Atos dos Apóstolos", narra-se que ele capitaneou uma grande queima de livros na cidade de Éfeso, numa época em que cada exemplar era um objeto raro. E hoje esses livros fazem falta aos historiadores para documentarem a vida cotidiana daquela civilização. Isso sim foi um crime contra a cultura universal. Tal como fizeram os colonizadores que chegaram no continente americano destruindo tudo que puderam destruir das culturas indígenas que aqui estavam antes deles. Esses hipócrita da bancada evangélica, que fazem uma gritaria porque um universitário queimou uma bíblia, ficam em silêncio quando os terreiros de candomblé são invadidos e têm suas imagens destroçadas; não dizem nada em defesa da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Ouro Preto, um templo tombado pelo Patrimônio Histórico que está fechado à visitação e necessitando de restauração urgente -- lá dentro está o túmulo do Aleijadinho, nosso maior artista, e ano passado, quando Minas e o Brasil lembraram os 200 anos de sua morte, ninguém pôde colocar flores sobre seu jazigo; nada disseram em solidariedade ao cacique Guajajara, que permaneceu mais de 24 horas em cima de uma árvore, em janeiro de 2013, defendendo, no Rio de Janeiro, o solo sagrado da Aldeia Maracanã, junto ao histórico casarão onde um dia funcionou o Museu do Índio, casarão este onde eles creem que moram ainda os espíritos do Marechal Cândido Rondon, que empresta seu nome a um estado da Federação, e de seu discípulo e continuador, o antropólogo Darcy Ribeiro -- lá eles faziam suas orações, suas danças, seus rituais, adorando seus deuses e eu assisti vários desses momentos, filmei e postei no Youtube. Ateu, lá estava para defender seu direito a cultuarem ali seus deuses e seus antepassados. Não, diante da perseguição religiosa a quem não é evangélico, diante do risco de se perderem locais de outros cultos e outras tradições, os fariseus do parlamento se calam. Acho que o universitário fez mal em queimar a Bíblia. Deveria sim queimar retratos de Marco Feliciano, Magno Malta, Eduardo Cunha, e de toda essa corja que se esconde atrás da Bíblia para obrar o mal contra a democracia.

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domingo, 24 de maio de 2015

POR QUE JÔ SOARES ENTREVISTA DILMA E NÃO ENTREVISTA D. PEDRO II?


O contato com alunos fundamentalistas que se recusam a entender a evolução, o Big Bang etc. me fez procurar leituras de divulgação científica e vídeos como os produzidos por Pirula e David Ayrolla. Quando li que grandes corpos, como os planetas, criam uma curva no espaço-tempo, fiquei bolado como esses dois conceitos, tempo e espaço, aparentemente díspares para nossa percepção, podem formar um todo.

Por que temos liberdade para viajar no espaço e não no tempo?

Woody Allen, que mora em Nova York, pode ir mais para o Norte, e, chegando no Canadá, fazer um filme com Henry Cavill. Ou ir mais para o Sul e, chegando ao Brasil, fazer um filme com Lima Duarte. Mas por que ele não pode voltar no tempo e fazer um filme com Charles Chaplin ou avançar no tempo e contracenar com os bisnetos de Rodrigo Santoro (eu suponho que ele terá bisnetos)? Por que Jô Soares entrevista Dilma Rousseff e não entrevista D. Pedro II? Por que Elisabeth II condecora Helen Mirren mas não condecora Shakespeare? Por que um velho lembra acontecimentos de sua infância mas não prevê o futuro de seus descendentes? 

Se há uma unidade entre tempo e espaço, não é verdade que o passado deixou de existir e o futuro ainda não existe. Se há essa unidade, Machado de Assis não será apenas uma coleção de ossos guardada no mausoléu da Academia Brasileira de Letras, mas, em algum ponto do universo, ele está escrevendo as mesmas cartas que escreveu para o amigo Joaquim Nabuco. E todos os fatos se repetem infinitas vezes como na aterradora suposição nietzscheana do eterno retorno. Se existe essa unidade, deveria ser possível viajar não apenas no espaço (de Petrópolis a Tóquio), mas também no tempo (do século XXVII ao século VIII a. C. e de lá para o século XXXIX). 

Responderão os céticos: Se essa viagem no tempo fosse possível, alguém teria voltado no tempo para impedir que o Titanic naufragasse. Mas será que, no futuro, estrategistas decidiram que não se deve impedir que o Titanic naufrague para que normas mais rígidas de segurança fossem adotadas nas viagens marítimas, o que aconteceu após a comoção causada pelo naufrágio mais famoso da História?

Interrogações que desaguam em ficção científica e realismo mágico.


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segunda-feira, 11 de maio de 2015

“Apenas uma teoria!”: Desmistificando termos científicos


"- Se a evolução já foi provada, por que ela ainda é uma teoria e não uma lei científica?"

Termos científicos não são muito utilizados no dia-a-dia de quem não lida com ciências, e é comum ler e ouvir afirmações ou perguntas tão conceitualmente erradas quanto esta. Esta confusão atrapalha a divulgação e o entendimento de ciências, além de promover a ignorância e o desprezo com relação à atividade científica.

Palavras como "teoria", "lei", "postulado", "fato", "evidência" e "hipótese" assumem significados diferentes daqueles utilizados cotidianamente, quando empregados na área da pesquisa científica, motivando acalorados e infrutíferos debates que jamais existiriam se não houvesse este problema de interpretação.

O objetivo deste vídeo aqui é o de tentar esclarecer alguns destes termos, de forma clara e bem simples.

Afinal, a evolução é realmente apenas uma teoria?

Com vocês, mais um vídeo do canal PAPO DE PRIMATA!



sábado, 9 de maio de 2015

A MELHOR E A PIOR FRASE DA BÍBLIA


Nunca vimos uma crucificação. Não sabemos como eram as crucificações. Tanto que, a cada filme ou série que assistimos, os roteiristas e diretores crucificam os personagens de uma forma diferente. Confiram, por exemplo, o clássico “Ben-Hur”, o filme “Spartacus” de 2004 (não me refiro ao clássico com Kirk Douglas que mostra pessoas crucificadas mas não sugere como se fazia, o diretor lavou as mãos) e o seriado “Spartacus”, em cujo episódio final o personagem Gannicus, interpretado pelo belo Dustin Clare, morre crucificado após comandar uma tropa de rebeldes que retarda o avanço do exército romano para que velhos, mulheres, doentes e crianças consigam fugir pelas montanhas guiados pelo casal de guerreiros gays Agron e Nasir.
As crucificações eram tão comuns nos tempos da Bíblia que os evangelistas não se deram ao trabalho de explicar como elas eram feitas: todo mundo sabia como era, todo mundo já tinha visto e ninguém jamais imaginou que um dia isso deixaria de acontecer. Se eles tivessem o dom de prever o futuro, teriam facilitado as coisas para os produtores de Hollywood e explicado direitinho como se fazia.
Quem gasta mais papel narrando o que teria acontecido no Calvário é João, o apóstolo amado. Telegráfico como os demais na parte técnica (“Lá, eles o crucificaram com outros dois” – João 19: 18, tradução da CNBB), demora-se a contar como agiam o povo, os soldados e os condenados.
Duas coisas sempre me chamaram a atenção. Jesus diz: “Tenho sede!” Um teólogo ou um filósofo (mesmo ateu) poderia escrever um livro inteiro sobre essa frase. Todos os crucificados sentiam sede, pois perdiam sangue e suor naquela tortura. Mas apenas Jesus pensa em pedir água àqueles soldados que o despiram, espancaram e pregaram na cruz, somente ele acredita que pode restar alguma bondade naqueles soldados e que eles lhe poupariam ao menos o tormento da sede. Essa frase antecipa em quase dois mil anos a frase de Anne Frank, criança símbolo do Holocausto: “Apesar de tudo, ainda creio na bondade dos corações humanos”. “Tenho sede” é a melhor frase da Bíblia.
João se diz testemunha ocular dos acontecimentos. Lucas declara ter escrito o que ouviu de outras pessoas. Ele diz que um dos condenados insultava Jesus e o desafiava a libertá-los da cruz. Causa-me admiração que um homem, sofrendo a dor de ter pregos perfurando sua carne e seus ossos e a vergonha de ser exposto nu diante de uma multidão ainda encontre disposição para zombar de outro. O que mais pensar que o principal motivo de o imperador Constantino, após sua conversão, proibir as crucificações não teria sido o alegado desejo de negar a criminosos a “honra” de morrerem como o Salvador, mas sim o costumeiro mal humor dos condenados que contrariavam essa página. Ou será que aquela mistura de vinho com mirra, que Marcos 15;23 e Mateus 27: 34 dizem ter sido oferecida aos condenados era um entorpecente tão eficaz assim? Nunca saberemos, pois as leis não nos permitem crucificar um condenado para testar a eficácia de tal droga no alívio das dores. A bioética impede que o método científico possa refutar ou aprovar o relato bíblico.
E é no relato de Lucas que encontra-se a pior frase da Bíblia. O outro condenado repreende o debochado e lhe diz: “Para nós, é justo sofrermos, pois estamos recebendo o que merecemos” (Lucas 23: 41).
Várias pesquisas científicas foram feitas para investigar como os romanos crucificavam. Em que partes dos braços eles metiam os pregos? Experiências foram feitas com cadáveres para ver como um corpo poderia ser pregado na cruz sem que se soltasse. (Pregos metidos nas palmas das mãos, como na arte religiosa, não seriam eficazes: o peso do corpo faria com que as mãos se rasgassem e os corpos caíssem, e talvez caíssem com as vítimas ainda vivas. Então o mais eficiente seria metê-los nos pulsos.)
Há um documentário do History Channel sobre isso, ao qual assisti no Youtube. Médicos valeram-se de voluntários que se deixaram amarrar a cruzes para pesquisarem os efeitos da crucificação sobre o coração.
Mas por que não foram esses médicos a um lugar onde há pena de morte e não pediram que as autoridades lhes entregassem alguns condenados para que mais fielmente testassem suas hipóteses? Por uma única razão: PORQUE AS SOCIEDADES EVOLUÍRAM E AS TORTURAS NÃO SÃO MAIS ACEITÁVEIS EM NENHUMA LEGISLAÇÃO QUE SE QUEIRA CIVILIZADA. Não importa o que um criminoso tenha feito. Ele não pode ser crucificado.
Sim, eu acho que realmente houve um rabino em Jerusalém que incomodou as autoridades religiosas e políticas com seus ensinamentos e por isso foi crucificado. Há chances de que esse diálogo realmente tenha ocorrido.
E, na mentalidade da época, os criminosos não tinham dignidade. Podia-se fazer tudo com eles. Não apenas crucificações, mas apedrejamentos, castrações, fogueiras, toda sorte de tormento.
Aqui no Brasil, país em que não há investimento em Educação, em que as empresas de comunicação não cumprem os compromissos éticos que a Constituição Federal impõe nos artigos 220 e 221 da Constituição Federal às concessionárias de rádio e TV, a população é catequizada por um jornalismo desonesto que repete diariamente que a Declaração dos Direitos Humanos apenas beneficia bandidos. Não! A Declaração dos Direitos Humanos é um conjunto de exigências feitas aos países membros da ONU para que TODOS OS SERES HUMANOS tenham uma vida digna: o direito à educação, à informação, à saúde, à crença ou descrença, à participação política, à integridade física etc. É graças à Declaração dos Direitos Humanos, por exemplo, que ninguém pode forçar você a casar com quem você não queira, embora os líderes religiosos que primam pela desonestidade amedrontem as pessoas com o fantasma de uma ditadura gay.
Essa frase do Evangelho de Lucas, repetida há quase dois mil anos, que repete o senso comum que nega a dignidade humana a uma pessoa com base em algum ato errado que ela tenha cometido, esse ensinamento torpe torna possível que a maioria da população, mal informada e manipulada, ache correto que ainda hoje alguém seja torturado.
Lembro aqui o caso da travesti Verônica. Ela realmente agrediu a senhora de 70 anos? Eu não sou advogado dela. Não posso afirmar que ela seja inocente. Mas é um princípio que herdamos do Direito Romano que todos são inocentes até prova em contrário. (Sim, Pilatos não condenou Jesus antes de perguntar se ele se assumia rei dos judeus, o que era um crime contra Roma. Se ele tivesse dito que não, a obrigação de Pilatos seria chamar a tropa de choque para dispersar a plebe que exigia a crucificação de Jesus e escoltá-lo até um lugar seguro.) Que Verônica seja devidamente processada e julgada. E, se condenada, cumpra a pena estabelecida pela lei. Lei que, conforme a Declaração dos Direitos Humanos, proíbe a tortura. Seja qual for o caso.

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Trailer do Hangout d'ARCA